
Os motoristas de ônibus municipais do Rio de Janeiro iniciaram uma greve nesta segunda-feira (29), às 0h. A paralisação atinge linhas convencionais e pode afetar também o BRT, embora Prefeitura e Sindicato dos Rodoviários apresentem versões diferentes sobre a operação dos articulados. Moradores que precisam do transporte público já começaram a sentir os impactos com terminais mais cheios e menos oferta do meio de transporte, algo que impactou, inclusive, quem precisava chegar em casa no início do movimento.
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) determinou que pelo menos 50% da frota circule por linha e itinerário durante a greve. A multa por descumprimento é de R$ 50 mil por dia para o sindicato dos trabalhadores e para o Rio Ônibus, que representa as empresas.
A Mobi-Rio, responsável pelo BRT, informou que o sistema seguirá com plano regular de dias úteis. A empresa diz transportar mais de 630 mil passageiros por dia e afirmou que manterá a operação em todos os corredores.
🚨 ÔNIBUS PARADOS: nos primeiros minutos da greve, motoristas no Rio já mostram que a mobilização está confirmada.
Garagem com todos os ônibus parados. pic.twitter.com/w7sdpwPiEF
— Mallu Côrtes (@MalluCortes) June 29, 2026
O sindicato, porém, afirma que os condutores do BRT também aderem à greve e que será cumprida a ordem judicial de manter 50% da frota nos horários de maior demanda, pela manhã e à noite.
O que deve funcionar
Pela decisão judicial, ônibus municipais não podem parar totalmente. Metade da frota deve circular em cada linha.
No BRT, a Prefeitura e a Mobi-Rio falam em funcionamento normal. O sindicato fala em operação parcial. Passageiros devem consultar os canais oficiais antes de sair e acompanhar a situação nas estações.
A Prefeitura informou que acompanha a greve e pediu à Justiça aumento da frota mínima para reduzir transtornos aos passageiros.
Por que os rodoviários entraram em greve
A categoria rejeitou a proposta de reajuste apresentada pelas empresas. Os rodoviários cobram piso de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de articulados.
A pauta também inclui tíquete-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, plano odontológico, escala 5×2 e fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, com contratação pelo regime da CLT.

A Justiça considerou a greve legal, mas impôs a manutenção de parte da operação por se tratar de serviço essencial. A desembargadora Maria Helena Motta também barrou contratações temporárias para substituir grevistas e proibiu demissões sem justa causa motivadas pela participação na paralisação.
O que acontece agora
A greve segue por tempo indeterminado, enquanto trabalhadores, empresas e poder público tentam chegar a acordo. A análise sobre reivindicações salariais e eventual desconto dos dias parados ainda será julgada pelo colegiado do TRT-1.
Até lá, a manhã desta segunda será o primeiro teste da decisão judicial. Para o passageiro, o risco é de espera maior, ônibus mais cheios e sobrecarga em integrações com metrô, trem, barcas e transporte por aplicativo.
*Reportagem em atualização
