Menino encontra dente de elefante com 1,8 milhão de anos

A mãe do menino disse que ela e o filho perceberam imediatamente que ‘era algo diferente’.Newsquest / SWNS

O que parecia ser apenas uma pedra na areia acabou se transformando em uma descoberta de quase 2 milhões de anos. Um menino de 11 anos encontrou, durante um passeio com a família em uma praia da Inglaterra, um dente fossilizado de um elefante pré-histórico que viveu há cerca de 1,8 milhão de anos. O achado foi confirmado por especialistas do Museu de História Natural de Londres e chamou a atenção pela raridade e pelo estado de conservação da peça.

Charlie Orchard-Lisle caminhava pela praia de East Lane, no vilarejo costeiro de Bawdsey, no condado de Suffolk, quando avistou um objeto diferente próximo à água. Segundo a mãe do garoto, Eleanor, poucos minutos antes da descoberta o filho comentava sobre o quanto gostava de elefantes.

“Percebemos que aquele objeto era diferente das outras pedras da praia. Quando descobrimos o que realmente era, ficamos impressionados”, contou ela.

Após a análise, o paleontólogo Adrian Lister identificou o fóssil como um molar superior esquerdo de Anancus avernensis, uma espécie extinta de elefante aparentada ao atual elefante-africano. O animal viveu na Europa durante o início do Pleistoceno, muito antes do surgimento dos seres humanos modernos.

O dente mede cerca de 10 centímetros de largura e preserva boa parte do esmalte original, mineralizado ao longo de centenas de milhares de anos. Os especialistas acreditam que o fóssil tenha sido liberado pela erosão natural das falésias de Red Crag, uma formação geológica conhecida pela grande quantidade de fósseis encontrados na costa leste da Inglaterra.

A região de Suffolk é considerada uma das mais ricas do Reino Unido para a descoberta de fósseis marinhos e terrestres. Com o avanço da erosão provocado pelas marés, novos vestígios pré-históricos continuam surgindo nas praias, atraindo pesquisadores e colecionadores.

Para Charlie, no entanto, a descoberta teve um significado ainda mais especial. “Não acredito que algo que existiu há 1,8 milhão de anos simplesmente apareceu na nossa frente durante um passeio na praia”, disse a mãe do garoto ao relembrar o momento.

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