EUA e Irã mantêm negociações indiretas sobre acordo e Ormuz

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O Catar confirmou que não há reunião de alto nível prevista em Doha e informou que os enviados americanos participarão apenas de conversas com os mediadores. O governo iraniano também descartou encontros bilaterais nesta etapa. 

Segundo Teerã, a delegação iraniana viajará ao Catar exclusivamente para discutir a implementação do memorando de entendimento já firmado.

Ainda de acordo com o governo iraniano, a fase de negociação do acordo definitivo ainda não começou.

A manutenção do diálogo por meio de intermediários mostra que o canal diplomático permanece aberto, mas também evidencia que o grau de confiança entre as partes continua limitado.

Outro ponto sensível envolve os US$ 6 bilhões em ativos iranianos congelados. O Catar confirmou que os recursos continuam bloqueados e ainda não foram transferidos para Teerã.

Negociações entre EUA e Irã: valores permanecem vinculados ao acordo de 2023

Segundo o governo catariano, os valores permanecem vinculados ao acordo firmado em 2023 e destinam-se exclusivamente à compra de bens humanitários. A liberação desses ativos segue como uma das principais divergências entre Estados Unidos e Irã.

Enquanto autoridades iranianas defendem o desbloqueio como parte dos compromissos assumidos no memorando de entendimento, Washington mantém posição cautelosa e condiciona avanços ao cumprimento das etapas previstas no processo diplomático.

As conversas também esbarram no papel do Irã no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo do mundo. Estados Unidos, países europeus e governos árabes do Golfo rejeitam a possibilidade de Teerã estabelecer regras unilaterais para a hidrovia.

A preocupação é que um eventual sistema de taxas ou restrições aumente os custos da energia e crie precedente para outras rotas estratégicas. Omã segue no centro das negociações, pressionado a buscar uma solução que preserve a liberdade de navegação sem romper o diálogo com o Irã.

A remoção das minas instaladas durante o conflito também virou novo foco de tensão. Após França e Omã defenderem uma operação internacional para garantir a segurança da navegação, Teerã afirmou que apenas forças iranianas conduzirão o processo de desminagem do Estreito de Ormuz.

A definição desse processo é considerada fundamental para restabelecer plenamente o fluxo marítimo e reduzir riscos para o comércio internacional de petróleo.

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