O Ibovespa encerrou o primeiro semestre de 2026 com desempenho positivo, mas marcado por forte volatilidade ao longo do período. O principal índice da bolsa brasileira acumulou alta de 6,76%, aos 172.024,12 pontos, apesar de ter registrado queda de 1,01% em junho, o quarto mês consecutivo de baixa.
No segundo trimestre, o recuo foi ainda mais expressivo, com perda de 8,23%, evidenciando a deterioração do mercado após o pico registrado em abril.
Do recorde à correção
O comportamento do Ibovespa no semestre pode ser dividido em dois momentos distintos. Até meados de abril, o índice viveu um forte rali, chegando a atingir 199.354 pontos, muito próximo da marca simbólica dos 200 mil pontos.
Nesse período, o mercado chegou a registrar 19 recordes históricos, impulsionado por fluxo estrangeiro, expectativas mais benignas para juros e otimismo global.
Queda ganha força após abril
A partir da segunda quinzena de abril, no entanto, o cenário mudou. O Ibovespa passou por uma correção significativa, chegando a operar abaixo dos 170 mil pontos em diversos momentos.
A reversão foi influenciada por uma combinação de fatores, incluindo aumento das incertezas externas, pressões inflacionárias e ajustes nas expectativas de política monetária global.
Junho confirma perda de fôlego
O mês de junho consolidou esse movimento de fraqueza, com o índice acumulando sua quarta queda mensal seguida. O desempenho mais fraco reflete a dificuldade de retomada consistente após o pico observado no início do segundo trimestre.
Apesar disso, o saldo do semestre permanece positivo, sustentado pelo forte desempenho do início do ano.
Perspectivas seguem desafiadoras
O comportamento recente do Ibovespa indica um mercado mais sensível a mudanças no cenário macroeconômico, tanto no Brasil quanto no exterior.
Com a perda de tração após o rali inicial, investidores seguem atentos à trajetória dos juros, ao fluxo estrangeiro e aos riscos globais, que devem continuar ditando o ritmo da bolsa brasileira na segunda metade do ano.
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