
Táxi-lotação de R$ 5 passa a operar em Rio Branco após apreensão de ônibus
Pedro Marcelo/Rede Amazônica Acre
A Prefeitura de Rio Branco autorizou, em caráter temporário, a operação de táxi-lotação para tentar reduzir os impactos causados pela diminuição da frota do transporte coletivo na capital. A medida passa a valer nesta quarta-feira (1º), após a apreensão judicial de 38 ônibus da empresa Ricco Transportes e Turismo.
Segundo a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), o serviço atenderá os trajetos bairro/Centro e Centro/bairro. A tarifa será de R$ 5 por passageiro, por trecho. O valor é superior ao da passagem de ônibus, que permanece em R$ 3,50 para usuários em geral e R$ 1 para estudantes.
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👉Contexto: A autorização ocorre um dia após a apreensão de 38 veículos da Ricco, na madrugada de terça (30), por determinação da Justiça. Desde então, passageiros enfrentam longas filas nas paradas, ônibus lotados e aumento no tempo de espera. A situação também levou a Universidade Federal do Acre (Ufac) a suspender as aulas de graduação nesta quarta (1º) e quinta (2).
De acordo com a RBTrans, o serviço será feito por taxistas regularizados e ficará disponível enquanto durar a situação emergencial provocada pela redução da frota.
Ônibus do transporte público de Rio Branco são apreendidos
O embarque e desembarque dos passageiros ocorrerá em frente à Galeria Cunha, na Rua Quintino Bocaiúva, no Centro, tendo como referência a praça próxima ao Estádio José de Melo.
O superintendente da RBTrans, coronel Marcos Roberto da Silva Coutinho, informou que deve ser publicada uma portaria autorizando a prestação do serviço pelos taxistas cadastrados, de forma excepcional.
Conforme o órgão, a medida busca ampliar as opções de deslocamento da população enquanto parte da frota de ônibus permanece indisponível.
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A superintendência informou ainda que algumas linhas de ônibus continuam em operação, porém com quantidade reduzida de veículos. Por isso, orienta os passageiros a acompanhar os horários e seguir as orientações dos agentes de trânsito durante o período de funcionamento da medida emergencial.
A RBTrans também orientou que a população utilize apenas táxis regularizados e informou que manterá a fiscalização para coibir a atuação de transporte clandestino e cobranças irregulares.
⏩A situação ocorre a poucos dias do encerramento do contrato emergencial da Ricco Transportes e Turismo com a Prefeitura de Rio Branco. A empresa será substituída pela JTP Transportes, Serviços, Gerenciamento e Recursos Humanos LTDA, que deve operar o novo transporte.
Decisão judicial
Nessa terça-feira (30), a Justiça do Acre apreendeu 38 ônibus da Ricco Transportes e Turismo, empresa responsável pelo transporte público da capital. Sem os veículos circulando, os estudantes bem como demais passageiros, enfrentam transtornos com lotação nas paradas de ônibus.
Segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), o mandado judicial prevê a apreensão de 50 ônibus da empresa. A decisão é da Vara de Cartas Precatórias e foi cumprida por um oficial de Justiça por volta das 3h50 desta terça, com apoio da Polícia Judicial.
Ainda conforme a Justiça, uma carta precatória do Distrito Federal determinou a reintegração de posse de 50 ônibus da Transportadora São José do Tocantins e Expresso São José LTDA por conta de uma dívida da Ricco de quase R$ 3 milhões. A decisão liminar foi preferida pela 25ª Vara Cível de Brasília.
Ao g1, o superintendente da RBTrans afirmou, ainda nesta terça, que a decisão não tem nada a ver com a prefeitura e que está tomando todas as medidas judiciais cabíveis para garantir o serviço essencial.
Polícia esteve na garagem de ônibus do Terminal Urbano nessa terça-feira (30)
Richard Lauriano / Rede Amazônica
À Rede Amazônica Acre, a Ricco confirmou que há apenas 48 ônibus circulando na capital desde terça. No total, cada linha conta com apenas um veículo. Já a sócia-proprietária da Ricco, Bruna Fernandes Dias, afirmou que a empresa vai recorrer da decisão judicial.
Esta não é a primeira vez que ônibus da Ricco são alvo de medidas judiciais. Em julho de 2024, a Justiça de São Paulo determinou a busca e apreensão de 16 veículos da empresa após o atraso no pagamento das parcelas do financiamento dos ônibus.
VÍDEOS: g1
