
Agente da Polícia Federal (PF) durante operação que investiga desvio de verbas da educação pública no Pará.
PF
A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de desvio de recursos públicos federais destinados à educação de São Félix do Xingu, cidade a 1.038 km de Belém, no sudeste do Pará. A investigação abrange contratos administrativos firmados entre 2014 e 2024, que somam aproximadamente R$ 50 milhões.
Segundo os agentes, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em São Félix do Xingu, Belém e Natal (RN) nesta quarta-feira (1º), durante a operação ‘Coronéis do Xingu’.
Ao g1, a PF informou que um dos mandados foi cumprido em um gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). As investigações seguem sob sigilo, e a corporação não identificou o gabinete.
De acordo com a polícia, há indícios de licitações direcionadas e o uso de empresas sem capacidade operacional para a execução de obras de construção, reforma e ampliação de escolas, que teriam sido entregues apenas parcialmente ou sequer concluídas.
Lavagem de dinheiro e garimpo ilegal
Agora no g1
Além do desvio de verbas, a operação identificou indícios de lavagem de dinheiro para ocultar os valores ilegais. A polícia também investiga possíveis vínculos entre o esquema e atividades de garimpo ilegal de ouro na região do Xingu.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 3 milhões em bens dos investigados para garantir o reembolso aos cofres públicos. Os envolvidos podem responder por crimes de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Sobre as investigações, o g1 solicitou posicionamento à prefeitura de São Félix do Xingu, à Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), ao Ministério da Educação (MEC) e à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem.
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