
O Ministério Público do Estado de São Paulo conseguiu, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a condenação de quatro homens acusados de participar de uma organização criminosa que promovia o comércio ilegal de armas e munições na região da cracolândia, no centro da capital paulista.
A sentença foi proferida nesta quarta-feira (01), determinando penas entre 11 e 16 anos em regime fechado e a 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital decretou que os ex-integrantes da Guarda Civil Metropolitana perdessem a função pública.
Os condenados são: Elias Silvestre da Silva (GCM), o ex-GCM Rubens Alexandre Bezerra (apontado como um dos principais articuladores do esquema), Edno Sousa da Silva e Odair José Gonçalves Rodrigues; as condenações variam entre organização criminosa e crimes relacionados ao comércio ilegal de armas e munições, conforme a participação individual de cada um.
Um quinto suspeito, Ednaldo de Almeida Passos, também guarda civil metropolitano, foi absolvido de todas as acusações por falta de provas. Segundo os registros, Rubens Alexandre havia entrado em contato com ele apenas duas vezes, com mais de um ano de diferença; os diálogos eram consultas sobre munições, sem comprovação de participação efetiva no comércio ilegal.
As investigações do GAECO revelaram que o grupo atuou entre os anos de 2019 e 2023, com uma estrutura estável e negociações constantes. A partir da denúncia da Justiça, o juiz do caso concluiu que as investigações confirmam as negociações frequentes, que incluem até mesmo um esquema de desvio de armamentos antes que pudessem ser oficialmente recolhidos pela Campanha do Desarmamento. O MPSP afirma que a organização também negociava dispositivos que eram capazes de bloquear ou detectar sinais de radiofrequência.
Operação Salus et Dignitas
As condenações são resultado da Operação Salus et Dignitas, promovida pelo Ministério Público de São Paulo. A ação foi deflagrada em 2024 mirava uma rede criminosa comandada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuava majoritariamente no centro de São Paulo.
A operação revelou diversos esquemas de tráfico de entorpecente e o comércio ilegal de armas, peças de veículos e celulares, além de diversos outros crimes de violações de direitos. Na época, o guarda civil metropolitano Rubens Alexandre Bezerra, já havia sido preso, suspeito de fazer parte de uma milícia armada que cobrava propina de comerciantes em troca de proteção.
