
Tarifaço americano: Brasil apresenta resposta sobre supostas práticas desleais de comércio
O governo brasileiro apresentou os argumentos do país na investigação dos Estados Unidos sobre supostas práticas desleais de comércio. O processo pode levar à adoção de tarifa adicional aos produtos do Brasil.
Em junho, o Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos alegou que o Brasil adota práticas desleais que prejudicam empresas e exportadores americanos. A investigação americana é baseada no artigo 301 da legislação do país. Entre os alvos das críticas está o PIX. O governo de Donald Trump ameaçou impor uma sobretaxa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.
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Nesta quinta-feira (2), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou a resposta. No documento, o governo brasileiro afirma que “rejeita enfaticamente as conclusões da investigação e declara que atos, políticas e práticas não são de forma alguma irrazoáveis, discriminatórios ou prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos”. Defende que a legislação americana não autoriza que o governo dos Estados Unidos imponha medidas comerciais apenas por discordar das escolhas políticas de outro país soberano.
Sobre o PIX, o documento aponta que “a ferramenta é uma infraestrutura pública de acesso aberto, não discriminatório, criado para promover concorrência, reduzir custos e que, ao contrário do que sugere a investigação, não exclui empresas estrangeiras”.
Governo brasileiro apresenta argumentos do país na investigação dos EUA sobre supostas práticas desleais de comércio
Jornal Nacional/ Reprodução
Por fim, o Brasil pede que o órgão de comércio reconsidere as conclusões da investigação e reafirma compromisso em resolver as questões comerciais por meio de cooperação.
O governo brasileiro tem pressa e participou, nesta quinta-feira (2), de mais uma rodada de reuniões com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos, como foi combinado no encontro entre os presidentes Trump e Lula em maio. A decisão final dos americanos deve sair no dia 15 de julho.
Em nota, o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, disse que os esforços vão continuar e que o diálogo tem sido construtivo e que mais tempo será preciso para detalhar propostas e aproximar posições.
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