Ministro da Saúde anuncia grupo de trabalho para reestruturar e ‘reduzir pressão’ no pronto-socorro do HC da Unicamp


Esquema teria sido viabilizado por médicos do HC da Unicamp
Reprodução/EPTV
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (3), durante visita a Campinas (SP), a criação de um grupo integrado para discutir a reestruturação da área de urgência e emergência do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp. Segundo ele, a medida busca reduzir a pressão sobre o pronto-socorro da unidade.
“Um grupo de trabalho do Ministério da Saúde, com a superintendência do HC da Unicamp, com a Prefeitura de Campinas, para a gente pensar uma reestruturação da parte de urgência, emergência, quais são as alternativas que a gente possa reduzir, inclusive a pressão que existe hoje sobre o pronto-socorro do HC da Unicamp”, afirmou.
📲 Siga o g1 Campinas no Instagram
Padilha também falou sobre o projeto de construção de um hospital oncológico, com investimento de R$ 500 milhões, apresentado pela própria instituição à então ministra Nísia Trindade, em dezembro de 2024 (relembre abaixo). O ministro indicou que a proposta está sendo reavaliada e que a definição dependerá da avaliação da nova superintendência do hospital.
“Vamos continuar discutindo, estamos ouvindo a reavaliação por parte da própria superintendência do HC, acabou de assumir uma nova superintendência, se de fato aquele projeto, aquela ideia, ainda é a ideia que se avalia ser a mais importante para ser feita aqui na estrutura do HC da Unicamp”, comentou.
Projeto do hospital oncológico foi apresentado em 2024
Na apresentação à ministra, em 2024, a superintendência do HC da Unicamp listou algumas questões que ressaltariam a importância de se estruturar um hospital de atendimento aos pacientes oncológicos em Campinas. Entre os pontos destacados à época estavam:
aumento de diagnósticos de câncer na região;
perspectiva de continuidade de crescimento de casos nos próximos anos por conta do envelhecimento populacional;
falta de leitos, de centros de tratamento especializados e de recursos para atendimento integral na região;
disparidades Regionais: municípios periféricos com pouca ou nenhuma infraestrutura para tratamentos complexos;
filas para internação, exames e cirurgias que vem resultando na piora de prognósticos.
Em entrevista à EPTV, Nísia Trindade afirmou que o governo federal iria analisar o projeto apresentado pela Unicamp. Nesta semana, o Ministério da Saúde disse em nota ao g1 que a iniciativa acabou não avançando.
“O Ministério da Saúde esclarece que houve, em 2024, uma proposta apresentada pela Unicamp relacionada à reorganização da assistência oncológica, mas a iniciativa não teve continuidade. Até o momento, a gestão local não protocolou junto ao Ministério nenhum pedido de habilitação ou de alteração da habilitação referente ao projeto, não havendo processo em tramitação sobre o tema”.
Nesta sexta, Padilha disse que “está sendo discutido qual é a melhor estrutura para o atendimento ao câncer aqui”. Ele destacou: “nós já estamos ampliando o atendimento ao câncer no Mário Gatti, vai ter um novo centro de radioterapia. Aqui no HC da Unicamp vai ter um novo centro, um novo equipamento de acelerador linear de radioterapia também moderno e um no Caism”.
Agora no g1
VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região
Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.