Desaparecimento dos irmãos Ágatha e Allan completa 6 meses

Allan Michael, de 4 anos e Ágatha Isabelly, de 6 anosReprodução/ Redes Sociais

No dia 4 de janeiro de 2026 os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram após saírem para brincar no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. Neste sábado (04), o caso completa seis meses e segue sem respostas do paradeiro das crianças.

Os irmãos haviam saído para brincar com o primo Anderson Kauan, de 8 anos, que também se perdeu, mas foi encontrado três dias depois (07/01) por carroceiros em uma estrada do povoado Santa Rosa. Ágatha e Allan seguem desaparecidos.

Durante a primeira etapa das buscas, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros e contou com mais de mil pessoas participando, entre voluntários e agentes das forças de segurança estadual e federal.

Inicialmente, a Marinha realizou buscas ao longo de 19 quilômetros do rio Mearim, vasculhando cinco desses quilômetros minuciosamente.

Por mais que nenhuma linha de investigação tenha sido descartada, de acordo com a Polícia Civil, a principal suspeita é de que as crianças tenham se perdido na mata.

Investigação mudou após Anderson se encontrado

13 dias após ser encontrado, no dia 20 de janeiro, o primo das crianças recebeu autorização judicial para participar das buscas e ajudou a reconstruir o trajeto que eles fizeram. Durante as buscas, Anderson Kauã indicou à polícia a existência de uma casa abandonada neste trajeto, descrita por ele como a “casa caída”; o rastreio dos cães farejadores e as investigações confirmaram a informação do menino.

Segundo o primo dos irmãos, o estado de destruição da casa era tanto que eles não conseguiram se abrigar do lado de dentro, então ele, Ágatha e Allan ficaram ao pé de uma árvore próxima à casa. Então, as crianças decidiram se separar.

Mudança de tática

Após a varredura inicial nas áreas previamente mapeadas, as equipes continuaram atuando na mata fechada, rios e lagos, com participação de investigadores da Polícia Civil, agentes da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, do Centro Tático Aéreo (CTA), do Batalhão de Choque da Polícia Militar, do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros Militar. A base estava instalada no quilombo São Sebastião dos Pretos.

Por estar a apenas 50 metros do rio Mearim, a varredura ocorreu tanto em áreas de mata quanto em ambientes aquáticos, com mergulhadores. A busca incluiu também drones equipados com câmeras termais, capazes de identificar variações de calor em áreas de difícil acesso, e cães farejadores. Duas aeronaves do Centro Tático Aéreo também foram deslocadas para a região e a Marinha utilizou o side scan sonar, equipamento de alta tecnologia capaz de identificar qualquer objeto ou corpo estranho submerso, para a varredura no leito do rio Mearim.

Pistas em São Paulo

Nos dias 24 e 26 de janeiro, a Polícia Civil de São Paulo foi a um hotel no bairro da República, no centro da capital paulista, após receber uma denúncia de que Ágatha Isabelly e Allan Michael teriam sido vistos.

A Polícia Civil do Maranhão também foi notificada e concluiu-se que a informação era falsa.

Até o momento, as buscas continuam e as crianças seguem desaparecidas.

O iG entrou em contato com a Polícia Civil do Maranhão para saber as atualizações da investigação sobre os desaparecimentos. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto.

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