Acidentes de trânsito matam mais do que homicídios e feminicídios no Espírito Santo
Reprodução
O número de pessoas que estão perdendo a vida em acidentes de trânsio vem aumentando no Espírito Santo. No primeiro semestre deste ano, as vítimas fatais em ruas e avenidas do estado já ultrapassou o total de mortos por assassinatos e feminicídios.
Dados obtidos no Observatório da Segurança Pública mostram que 496 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito nos seis primeiros meses de 2026, superando as perdas de vidas por homicídios, que foram de 361 vidas. A diferença é de 37%.
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Os dados revelam aidna que a virada ocorreu em 2024, ano em que a violência nas estradas se tornou ainda mais letal.
Os números mostram um crescimento contínuo das mortes nas estradas, no período analisado, desde 2020, quando o estado registrou 324 vítimas. O total atual, de 496 mortes no primeiro semestre de 2026, é o maior de toda a série apresentada, superando inclusive o índice de 2017 (455 mortes), que era o teto anterior.
Mais pessoas morrem em acidentes de trânsito do que em homicídios e feminicídios no Espírito Santo
Camilly Napoleão
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Outro dado que chama a atenção são as cidades que lideram as mortes em acidentes. As três primeiras colocadas são municípios do interior do estado. Veja abaixo:
Linhares – 37 mortes
Cachoeiro de Itapemirim – 27
Colatina – 27
Serra – 26
Cariacica – 25
Vila Velha – 24
São Mateus – 22 mortes
Aracruz – 20
Conceição da Barra – 14
Guarapari – 12
Vitória – 12
Para o advogado especialista em Direito no Trânsito e especialista em segurança pública, Fábio Marçal, os dados demonstram que a violência no trânsito precisa ser tratada com a mesma prioridade dedicada ao enfrentamento dos homicídios.
Destaca que o estado enfrenta um problema que vai além de uma questão de trânsito, mas que tem consequências na mobilidade urbana e saúde pública e que demanda uma atuação conjunta de todos os segmentos.
“Preservar vidas exige uma atuação integrada entre os municípios, o Estado e a União. Não basta cada ente agir de forma isolada. É necessária uma política pública coordenada, capaz de reduzir essas mortes que causam indignação.”
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