Temos que Reorganizar Nosso Brasil: Nem o Futebol Está Resistindo

Temos que Reorganizar Nosso Brasil: Nem o Futebol Está ResistindoFonte: IA

Todos nós amamos nosso país! Temos fé no Brasil! No entanto, somente as crianças, os negacionistas e os alienados não enxergam que estamos enfrentando sérios problemas e sendo levados ao colapso nacional. O futebol sempre foi uma das mais poderosas expressões da nossa identidade nacional. Durante décadas, quando o país atravessava crises econômicas, políticas ou sociais, ainda restava ao povo o orgulho de vestir a camisa amarela e reconhecer nela o símbolo do nosso valor em nível mundial. Hoje, infelizmente, nem isso parece resistir. A derrota da Seleção Brasileira para a Noruega não deve ser encarada apenas como um revés esportivo. Resultados fazem parte do futebol, e a Noruega possui atletas de bom nível, merecendo respeito. O verdadeiro problema não está em perder um jogo. Está em perceber que a derrota revela algo muito mais profundo: a erosão da capacidade brasileira de resistir a tanta criminalidade, irresponsabilidade, alienação, incompetência, negacionismo e falta de compromisso de nossos governantes. O futebol é nossa paixão nacional. Ele reflete a força da nossa raça, cultura, instituições, da nossa gestão, educação, disciplina, investimentos e, especialmente, da nossa liderança. Quando esses pilares adoecem em nosso país, o esporte também sofre as consequências. O Brasil produz talentos quase espontaneamente. A fé e a força do nosso povo sempre compensaram os nossos problemas. Entretanto, nem mesmo a extraordinária capacidade de superação do povo brasileiro parece suficiente diante do atual ambiente de desorganização nacional. A Noruega oferece uma lição que vai muito além das quatro linhas. É um país pequeno em população, mas grande em organização institucional. Descobriu riquezas naturais e decidiu transformá-las em patrimônio das futuras gerações. Investiu em educação, governança, responsabilidade fiscal e planejamento de longo prazo. Pensou menos no próximo ciclo eleitoral e mais no próximo século. O Brasil, ao contrário, frequentemente desperdiça suas oportunidades históricas. Somos um país continental, ensolarado, riquíssimo em recursos naturais, dotado de uma das maiores capacidades agrícolas, energéticas e minerais do planeta. Possuímos um povo resiliente, de profundas raízes cristãs, criativo, trabalhador, pacífico e acolhedor. Ainda assim, convivemos com crescimento irrisório, elevada dívida pública, insegurança jurídica, burocracia sufocante, corrupção recorrente e sucessivas crises de confiança. Quando até o futebol brasileiro começa a perder seu brilho e seu valor, talvez seja porque o problema deixou de ser apenas esportivo. O que vemos em campo pode representar o reflexo de um país doente que, silenciosamente, está sendo subtraído de seus bons valores e de suas riquezas, empurrado para a estagnação. Não se trata de saudosismo nem de pessimismo. Toda crise contém uma oportunidade de reconstrução. Espero que esta derrota venha a servir para isso, como um chamado à reflexão nacional. Precisamos nos comprometer com o Brasil. Chegou a hora, vamos reorganizar nossa Nação, assegurar os direitos fundamentais de nosso povo, fortalecer nossas instituições, enfrentar a criminalidade, valorizar a educação, incentivar a tecnologia e a inovação, recuperar a responsabilidade fiscal, prestigiar a competência, combater privilégios e restaurar a confiança no país. Nenhuma seleção campeã nasce do acaso. Ela resulta de compromisso, planejamento, captação de talentos, liderança competente, organização, continuidade e perseverança. O mesmo vale para nossa Nação. O Brasil continua possuindo todas as condições para voltar a ser protagonista no esporte e conquistar protagonismo mundial na justiça, na economia, na ciência, na cultura e na arte. Vamos buscar nosso Prêmio Nobel! Falta-nos, porém, transformar nosso enorme potencial em um projeto nacional. Não devemos lamentar apenas um resultado de noventa minutos. Devemos lamentar que ele exponha, diante do mundo, sintomas de uma patologia institucional que se manifesta transversalmente nos diferentes setores da vida nacional. Se nem o futebol está conseguindo resistir à desorganização que tomou conta do país, talvez tenha chegado o momento de reconhecer que a reconstrução do Brasil deixou de ser uma opção política de direita ou de esquerda para se tornar uma necessidade nacional. Que esta derrota seja, portanto, mais do que uma página esportiva. Que seja um alerta. Que nos sirva de lição. Porque seleções podem se reerguer rapidamente. As nações também podem. Mas somente quando decidem, coletivamente, voltar a caminhar com ética, compromisso, organização, disciplina, competência, foco, planejamento, efetividade e perseverança. Que Deus nos ilumine! RICARDO SAYEG Colunista do iG. Jornalista. Advogado titular da HSLAW. Especialista em Special Legal Situations. Jurista Imortal da Academia Brasiliense de Direito e da Academia Paulista de Direito. Professor Livre-Docente de Direito Econômico da PUC-SP e do Curso de Recuperação de Empresas do Insper. Doutor e Mestre em Direito Comercial pela PUC-SP. Pós-Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP. Oficial da Ordem do Rio Branco. Presidente da Comissão de Direito Econômico Humanista do IASP. Presidente da Comissão Nacional Cristã de Direitos Humanos do FENASP. Comandante dos Cavaleiros Templários do Real Arco Guardiões do Graal.

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