
Um homem estadunidense teve sua prisão em flagrante convertida para preventiva nesta segunda-feira (06) pela Justiça gaúcha após ter confessado agressões ao filho de 3 anos em Viamão (RS), na região metropolitana de Porto Alegre. O menino está em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o caso aconteceu na manhã de domingo (05), na residência da família, em Viamão (RS). Conforme a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e responsável pelo caso, o homem confessou ter dado socos no peito e abdômen da criança, além de bater a cabeça dela contra o chão. A mãe não teria testemunhado a cena, pois estava noutro cômodo. Após o episódio de ataques, o homem levou o filho ferido até a mulher, quando o casal decidiu procurar socorro no Hospital de Viamão. O estadunidense foi preso em flagrante na unidade de saúde após a equipe hospitalar constatar as lesões graves e acionou a Polícia Militar. Nesta segunda (06), a Justiça progrediu a prisão para preventiva. O entendimento é de que liberdade do investigado poderia representar risco à vítima, aos demais filhos da família e à continuidade das investigações. A polícia suspeita de que haja um histórico de violência familiar envolvendo, inclusive, outros filhos. O homem deve ser indiciado pela corporação por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e contra menor de 14 anos. A Justiça também determinou comunicação do caso ao Consulado dos Estados Unidos e ao Conselho Tutelar para avaliação de medidas cabíveis.
Investigação prossegue sobre maus-tratos a menores
De acordo com a delegada Luana Medeiros, as crianças serão encaminhadas à perícia para saber se foram vítimas de maus-tratos. Medidas de proteção com base na Lei Henry Borel foram solicitadas pela investigadora.
Autoridades gaúchas confirmaram que o homem tem sutiação migratória regular com a Polícia Federal. A corporação de nível nacional irá apurar sobre possíveis registros anteriores de violência ou de atuação do Conselho Tutelar envolvendo a família em outras regiões do Brasil.
Isso porque a família vive há nove anos no país, sendo apenas seis meses em Viamão (RS). Os outros filhos do casal também são brasileiros. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas.
