Flávio Bolsonaro defende EUA e diz que Lula lambe botas da China


Flávio Bolsonaro (PL) durante live nesta quarta-feira (8).
Reprodução/Youtube/Flávio Bolsonaro
Em meio ao risco de nova ofensiva tarifária do governo de Donald Trump ao Brasil, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, denfendeu nesta quarta-feira (8) os Estados Unidos e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “lambe as botas da China”.
Na terça-feira (7), Flávio Bolsonaro participou de audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) sobre o novo tarifaço.
“Vim [aos Estados Unidos] proteger o Brasil das tarifas e também do Lula. Todo mundo tá vendo o vexame que tá sendo o Lula na parte internacional, alguém que a todo momento ataca os Estados Unidos, faz questão de dizer que é antiamericano (…) Alguém que tem uma posição ideológica, que é diferente da minha, obviamente, mas ele [presidente Lula] faz uma coisa que eu jamais faria, que é colocar a ideologia acima dos interesses do povo. É isso que ele tá fazendo. Ele lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidos”, afirmou Flávio Bolsonaro em uma transmissão na internet.  

Na audiência, Flávio Bolsonaro estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos e que, em 2025, quando do anúncio da primeira taxação aos produtos brasileiros, chegou a agradecer o presidente Donald Trump.
Em seu discurso, o senador criticou os governos de Lula e do PT afirmou que este é o “pior momento possível” para a aplicação da medida e defendeu o seu adiamento.
Resposta governo brasilerio
O governo brasileiro apresentou na última quinta-feira (2) uma resposta formal à conclusão da investigação dos Estados Unidos sobre a proposta do novo tarifaço.
A gestão de Donald Trump acusa o Brasil de práticas “irrazoáveis” que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.
Em documento enviado ao governo americano e assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil argumentou, em sete pontos, que o USTR não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio dos EUA.

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