Francisco Mairlon deixa a Papuda após 15 anos
Durante coletiva de imprensa realizada na casa dos pais, no Novo Gama, no entorno do Distrito Federal, Francisco Mairlon Barros Aguiar afirmou que ainda está “sem acreditar” na sua liberdade.
“Desde o momento da porta do presídio até aqui, está sendo um momento de felicidade imensa. Vendo minha família e amigos em peso… Está sendo um sonho. Parece que eu ainda estou no sistema penitenciário”, disse Mairlon nesta quarta-feira (15).
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Ele passou 15 anos preso, após ter sido condenado como um dos executores do “Crime da 113 Sul”. Detido em 2010 aos 22 anos de idade, ele volta a ser um homem livre aos 37.
Mairlon foi inocentado por decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e deixou o presídio da Papuda, em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (15).
Ao deixar o complexo penitenciário, o primeiro lugar que Mairlon quis visitar foi uma igreja localizada no Pedregal, onde ele vivia antes de preso.
Da prisão à soltura: conheça os detalhes do caso que inocentou Francisco Mairlon
Crime da 113 Sul: Francisco Mairlon é inocentado e solto após 15 anos na Papuda
Solto após 15 anos
Mairlon foi solto à 0h20 desta quarta (15). Ele deixou o Complexo Penitenciário da Papuda abraçando a família e escoltado pelos advogados.
Na primeira declaração após deixar o presídio, em entrevista à TV Globo, Mairlon disse estar muito grato à família, aos advogados e aos ministros do STJ que definiram a soltura de forma unânime.
“Não estou nem acreditando, o dia mais feliz da minha vida está sendo hoje. Muita gratidão a todas as pessoas que não desistiram de mim, a ONG Innocence que insistiu, ainda. Família, amigos, não sei nem o que falar.”
“É um momento de êxtase que ninguém pode imaginar. Fora os obstáculos, as adversidades que eu tive que passar aqui dentro, ser bastante resiliente com as coisas que aconteceram.”
Na decisão desta terça (14), os ministros do STJ determinaram a “soltura imediata” do ex-réu, agora inocentado.
O comunicado foi enviado ao Tribunal de Justiça do DF, que notificou a Vara de Execuções Penais (VEP) para soltar Francisco Mairlon.
STJ anula condenação de homem que passou os últimos 15 anos preso
Decisão do STJ
Na decisão do STJ, os ministros também trancaram a ação penal e anularam o processo desde o início. Ou seja: Francisco Mairlon, agora, não é condenado nem réu pelo crime.
O triplo homicídio ocorrido em Brasília em 2009, ainda vivo na memória dos moradores da capital, ganhou série documental no Globoplay.
Crime da 113 Sul: irmãos de Francisco Mairlon Aguiar comemoram emocionadas decisão do STJ.
A decisão foi tomada com base em um pedido da ONG Innocence Project — organização internacional que busca reparar erros judiciais —, que assumiu a defesa de Mairlon.
Segundo a defesa, os depoimentos que incluíram Francisco Mairlon na cena do crime, dados pelo próprio Mairlon e pelo réu Paulo Cardoso Santana, foram colhidos mediante pressão e intimidação.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal tinha negado uma revisão do processo e, por isso, o caso passou à análise do STJ. O Ministério Público do DF pode recorrer da decisão.
STJ anula condenação e manda soltar Francisco Mairlon, preso durante 15 anos como executor do crime
113 Sul: executores mudaram depoimentos e disseram ter sido torturados pela polícia para confessar
Crime da 113 Sul
O crime ocorreu em 28 de agosto de 2009, no sexto andar do bloco C da 113 Sul, quadra nobre de Brasília. No local, residiam José Guilherme Villela e sua esposa, Maria Villela.
No dia do crime, além do casal Villela, também foi morta a empregada doméstica da família, Francisca Nascimento da Silva, ela tinha 58 anos. Os três foram mortos a facadas. Dólares e joias foram levados do apara
A primeira suspeita da polícia é de que o crime se tratava de um latrocínio — tipificação do crime para roubo seguido de morte.
Três homens foram condenados pela execução do crime. Presos desde novembro de 2010, são eles:
Leonardo Campos Alves: ex-porteiro do prédio onde o casal Villela morava. Em 2013, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 60 anos de prisão;
Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo: em 2016 foi condenado a 62 anos de prisão pelo júri; e
Francisco Mairlon Barros Aguiar: em 2013 foi condenado a 55 anos de prisão, pena reduzida em segunda instância para 47 anos de prisão.
Os executores, do crime, contudo, afirmam que as mortes foram realizadas após ordens de Adriana Villela, filha do casal.
O crime teria sido motivado por desavenças financeiras. As investigações mostram que houve troca de mensagens entre a Adriana e os pais, que reclamavam do “temperamento agressivo” da acusada e das cobranças por dinheiro.
Adriana Villela foi denunciada pelo Ministério Público do DF como mandante da execução e chegou a ser presa duas vezes de forma preventiva, mas foi liberada. Ela nega as acusações e acusa o trio de latrocínio.
‘Crime da 113 Sul’: STJ anula condenação de Adriana Villela por triplo homicídio
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“Desde o momento da porta do presídio até aqui, está sendo um momento de felicidade imensa. Vendo minha família e amigos em peso… Está sendo um sonho. Parece que eu ainda estou no sistema penitenciário”, disse Mairlon nesta quarta-feira (15).
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Ele passou 15 anos preso, após ter sido condenado como um dos executores do “Crime da 113 Sul”. Detido em 2010 aos 22 anos de idade, ele volta a ser um homem livre aos 37.
Mairlon foi inocentado por decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e deixou o presídio da Papuda, em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (15).
Ao deixar o complexo penitenciário, o primeiro lugar que Mairlon quis visitar foi uma igreja localizada no Pedregal, onde ele vivia antes de preso.
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Solto após 15 anos
Mairlon foi solto à 0h20 desta quarta (15). Ele deixou o Complexo Penitenciário da Papuda abraçando a família e escoltado pelos advogados.
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“Não estou nem acreditando, o dia mais feliz da minha vida está sendo hoje. Muita gratidão a todas as pessoas que não desistiram de mim, a ONG Innocence que insistiu, ainda. Família, amigos, não sei nem o que falar.”
“É um momento de êxtase que ninguém pode imaginar. Fora os obstáculos, as adversidades que eu tive que passar aqui dentro, ser bastante resiliente com as coisas que aconteceram.”
Na decisão desta terça (14), os ministros do STJ determinaram a “soltura imediata” do ex-réu, agora inocentado.
O comunicado foi enviado ao Tribunal de Justiça do DF, que notificou a Vara de Execuções Penais (VEP) para soltar Francisco Mairlon.
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Decisão do STJ
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O triplo homicídio ocorrido em Brasília em 2009, ainda vivo na memória dos moradores da capital, ganhou série documental no Globoplay.
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Segundo a defesa, os depoimentos que incluíram Francisco Mairlon na cena do crime, dados pelo próprio Mairlon e pelo réu Paulo Cardoso Santana, foram colhidos mediante pressão e intimidação.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal tinha negado uma revisão do processo e, por isso, o caso passou à análise do STJ. O Ministério Público do DF pode recorrer da decisão.
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Crime da 113 Sul
O crime ocorreu em 28 de agosto de 2009, no sexto andar do bloco C da 113 Sul, quadra nobre de Brasília. No local, residiam José Guilherme Villela e sua esposa, Maria Villela.
No dia do crime, além do casal Villela, também foi morta a empregada doméstica da família, Francisca Nascimento da Silva, ela tinha 58 anos. Os três foram mortos a facadas. Dólares e joias foram levados do apara
A primeira suspeita da polícia é de que o crime se tratava de um latrocínio — tipificação do crime para roubo seguido de morte.
Três homens foram condenados pela execução do crime. Presos desde novembro de 2010, são eles:
Leonardo Campos Alves: ex-porteiro do prédio onde o casal Villela morava. Em 2013, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 60 anos de prisão;
Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo: em 2016 foi condenado a 62 anos de prisão pelo júri; e
Francisco Mairlon Barros Aguiar: em 2013 foi condenado a 55 anos de prisão, pena reduzida em segunda instância para 47 anos de prisão.
Os executores, do crime, contudo, afirmam que as mortes foram realizadas após ordens de Adriana Villela, filha do casal.
O crime teria sido motivado por desavenças financeiras. As investigações mostram que houve troca de mensagens entre a Adriana e os pais, que reclamavam do “temperamento agressivo” da acusada e das cobranças por dinheiro.
Adriana Villela foi denunciada pelo Ministério Público do DF como mandante da execução e chegou a ser presa duas vezes de forma preventiva, mas foi liberada. Ela nega as acusações e acusa o trio de latrocínio.
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