
Preço do petróleo volta a disparar com aumento das tensões no Oriente Médio
Com o aumento das tensões no Oriente Médio, o preço do petróleo voltou a disparar.
O que se viu nos mercados foi mais um capítulo da mesma novela: Irã e Estados Unidos escalam o conflito, recolocam Ormuz no centro da disputa e a economia do mundo todo estremece. Efeito da dependência do petróleo, que subiu nesta segunda-feira (13) quase 10% – o barril do tipo Brent foi negociado a US$ 83.
“O grande risco que a gente tem nesse momento é que, diferente ali do final de fevereiro, a gente está passando agora por uma situação de queda de estoque de petróleo mundo afora, nos Estados Unidos, na Europa, mesmo na China, e, por conta disso, você fechar o estreito novamente coloca uma pressão adicional”, afirma Sérgio Rodrigo Vale, economista-chefe MB Associados.
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Preço do petróleo volta a disparar com o aumento das tensões no Oriente Médio
Jornal Nacional/ Reprodução
Quando o preço do petróleo sobe, as ações das petroleiras normalmente sobem junto, como foi nesta segunda-feira (13) com a Petrobras, que teve alta de 2,5% – e tem peso grande no índice da bolsa brasileira. Mas, com o clima ruim na economia global, nem o desempenho da companhia impediu a bolsa de fechar em queda. O Ibovespa ficou perto da mínima do dia, caindo 1,20%. Já o dólar fechou em alta, cotado a R$ 5,13.
Entre os motivos é que o aumento do petróleo alimenta as projeções de inflação e as incertezas sobre o futuro. E toda vez que isso acontece, os investidores vão em busca de segurança.
“Ao não entender exatamente quais são os próximos passos, quais serão os próximos passos dos Estados Unidos, isso traz volatilidade. Essa guerra, que não se resolve imediatamente, traz impactos de curto prazo, que a gente vê no câmbio, na bolsa, e traz impactos de longo prazo: começa a prejudicar o caixa das empresas, o desempenho econômico do Brasil e da economia mundial como um todo”, diz André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica.
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