
A cidade de Americana, no interior de São Paulo, confirmou, nesta terça-feira (14), a primeira morte por febre maculosa registrada em 2026. A vítima é um homem de 37 anos, que estava internado em um hospital público e morreu no dia 30 de junho.
A confirmação da doença foi feita por meio de exame do Instituto Adolfo Lutz. Agora, a Secretaria Municipal de Saúde apura o local provável da infecção, trabalho conduzido pelo Programa de Vigilância e Controle do Escorpião e Carrapato (PVCE). Segundo informações divulgadas nesta terça, uma das hipóteses investigadas é a região do Vale das Nogueiras, nas proximidades da Represa do Salto Grande.
Investigações seguem em andamento
De acordo com o balanço mais recente da Vigilância Epidemiológica, Americana contabiliza 22 notificações de febre maculosa neste ano. Deste total:
- 16 casos foram descartados;
- cinco seguem aguardando resultado de exames;
- um óbito foi confirmado;
- não há outras mortes suspeitas relacionadas à doença.
A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato infectado por bactérias do gênero Rickettsia. Considerada uma doença grave, ela pode evoluir rapidamente e apresentar alta taxa de letalidade quando o tratamento não é iniciado logo nos primeiros sintomas. O Ministério da Saúde orienta que, diante da suspeita clínica, o tratamento com antibióticos deve começar imediatamente, sem aguardar o resultado dos exames laboratoriais.

Áreas de risco exigem atenção
A Secretaria de Saúde reforça que moradores devem evitar locais com maior presença do carrapato-estrela, especialmente:
- margens de rios;
- córregos;
- lagoas;
- entorno da Represa do Salto Grande.
Quando não for possível evitar essas áreas, a recomendação é adotar medidas de proteção para reduzir o risco de picadas.
Como se proteger
As principais orientações são:
- usar roupas claras;
- colocar as barras da calça por dentro das meias;
- utilizar botas de cano alto;
- verificar o corpo a cada três horas para identificar carrapatos;
- ficar atento ao aparecimento de sintomas, como febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e manchas avermelhadas na pele.
O Ministério da Saúde também recomenda retirar o carrapato o mais rapidamente possível, utilizando uma pinça e evitando esmagá-lo. Quanto menor o tempo de permanência do parasita preso ao corpo, menor é o risco de transmissão da doença.
