EUA voltam a atacar Irã e retomam bloqueio naval

EUA voltam a atacar IrãUS Central Command

Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (14) uma nova série de ataques militares contra o Irã e retomaram oficialmente o bloqueio naval a portos iranianos. A informação foi divulgada a agências internacionais pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), que afirma que a operação busca reduzir a capacidade militar iraniana utilizada em ações contra a navegação comercial no Estreito de Ormuz.

Segundo o Centcom, os bombardeios começaram às 15h (horário da Costa Leste dos EUA), enquanto as forças americanas se preparavam para restabelecer o bloqueio marítimo. A medida entrou em vigor uma hora depois, às 16h.

A agência estatal iraniana IRNA informou que três explosões consecutivas foram ouvidas na cidade portuária de Bandar Abbas, um dos principais centros militares e comerciais do país. Até o momento, as autoridades iranianas não divulgaram informações sobre possíveis danos ou vítimas.

De acordo com uma autoridade americana ouvida pela agência Reuters sob condição de anonimato, as forças dos EUA realizaram um número limitado de novos ataques para neutralizar “ameaças emergentes”. O governo americano não revelou detalhes sobre os alvos atingidos.

Na segunda-feira (13), os Estados Unidos já haviam promovido uma ampla ofensiva contra instalações militares iranianas, incluindo sistemas de defesa costeira, bases de mísseis e drones e estruturas ligadas às operações marítimas.

Os ataques ocorreram em diferentes regiões do Irã, como Bushehr, Chabahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas.

Bloqueio naval é retomado

O Centcom informou ainda que o bloqueio aos portos iranianos voltou a ser aplicado e destacou a presença militar dos Estados Unidos na região.

Segundo o comando, mais de 20 navios de guerra da Marinha americana e centenas de aeronaves militares estão atualmente posicionados no Oriente Médio para apoiar as operações.

A escalada amplia a tensão entre Washington e Teerã e ocorre em meio ao aumento das ações militares na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo.

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