
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma possível disputa de segundo turno. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra Lula com 45% das intenções de voto, contra 37% do parlamentar.
Em junho, o presidente tinha 44%, e Flávio aparecia com 38%. A distância entre os dois passou de seis para oito pontos em um mês. Lula oscilou um ponto para cima, enquanto o senador recuou um.
O resultado mantém a mudança registrada desde abril, quando Flávio apareceu numericamente à frente pela primeira vez, com 42%, contra 40% de Lula. Os dois estavam empatados dentro da margem de erro. Em maio, o petista retomou a dianteira numérica por 42% a 41%. A diferença chegou a seis pontos em junho e agora alcançou oito.
No cenário atual, 14% disseram que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam. Outros 4% ainda estão indecisos. Os dois índices permaneceram estáveis em relação à pesquisa anterior.
Distância cresce também no primeiro turno
Lula também ampliou a vantagem na simulação de primeiro turno. O presidente passou de 39% para 40%, enquanto Flávio caiu de 29% para 28%.
A diferença entre os dois aumentou de dez para 12 pontos.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, um ponto acima do resultado de junho. Renan Santos (Missão) manteve 3%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) permaneceu com 2%.
Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Hertz passou a integrar a lista testada nesta rodada.
Os indecisos passaram de 10% para 11%. Já os votos brancos, nulos ou de pessoas que afirmaram não votar recuaram de 9% para 8%.
A pesquisa também indica maior consolidação das escolhas. Entre os entrevistados, 65% disseram que o voto já está definido, contra 63% em junho. Outros 35% afirmaram que ainda podem mudar de candidato.
O quadro muda quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes.
Na pesquisa espontânea, Lula passou de 23% para 26%. Flávio caiu de 17% para 14%. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar somam 54%, dois pontos abaixo da rodada anterior.
Rejeição de Flávio supera a de Lula
O levantamento também mediu a disposição dos eleitores para votar nos dois principais nomes.

Entre os entrevistados, 47% disseram conhecer Lula e considerar votar no presidente. Outros 50% afirmaram que o conhecem, mas não votariam nele. Apenas 3% disseram não conhecê-lo.
Flávio tem espaço menor de voto e rejeição mais alta. Segundo a Quaest, 38% afirmaram que poderiam votar no senador, enquanto 57% disseram que não escolheriam o parlamentar. Outros 5% responderam que não o conhecem.
Entre os eleitores identificados com o bolsonarismo, no entanto, Flávio mantém amplo domínio. Em uma possível disputa contra Lula, 91% desse grupo escolheriam o senador, enquanto 2% votariam no presidente.
A pesquisa foi realizada após episódios que atingiram as duas pré-campanhas. Entre eles estão a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT), aliado de Lula, e as novas ameaças de tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
O levantamento também perguntou sobre o desentendimento entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio. Entre os entrevistados, 42% disseram concordar mais com Michelle, enquanto 18% ficaram mais próximos da posição do senador.
Os dados mostram o retrato do eleitorado no período em que as entrevistas foram realizadas. As oscilações estão dentro da margem de erro e não permitem atribuir a mudança a um episódio isolado.
Lula mantém vantagem contra outros adversários
A Quaest testou outros três cenários de segundo turno.
Contra Zema, Lula aparece com 45%, e o ex-governador tem 35%. Os percentuais são os mesmos registrados em junho.
Em uma disputa contra Caiado, o presidente marca 45%, ante 36% do adversário. O ex-governador tinha 35% na rodada anterior.
Renan Santos também avançou. O presidente do Missão passou de 31% para 33%, enquanto Lula permaneceu com 45%.
Apesar do crescimento dos dois adversários, Lula continua à frente nos três confrontos testados.
Aprovação supera desaprovação pela primeira vez no ano
A melhora de Lula nas simulações eleitorais ocorre ao mesmo tempo em que os índices do governo registram avanço.
A aprovação da gestão passou de 47% para 48%. A desaprovação caiu de 48% para 47%. É a primeira vez em 2026 que a aprovação aparece numericamente acima da desaprovação na série da Quaest. Os dois índices estão empatados dentro da margem de erro.
A avaliação positiva do governo subiu de 34% para 36%. A negativa recuou de 38% para 36%. Outros 26% classificaram a administração como regular, mesmo percentual de junho.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre sexta-feira (10) e segunda-feira (13).
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
