UE obriga Google a abrir serviços para OpenAI e outras concorrentes; entenda


Fachada do Google em Irvine, Califórnia
Reuters/Mike Blake
O Google, controlado pela Alphabet, terá de permitir que a OpenAI, outras empresas de inteligência artificial (IA) e concorrentes do mercado de buscas online acessem alguns de seus serviços. A medida faz parte das regras da União Europeia (UE) para limitar o poder das gigantes de tecnologia, detalhadas na última quarta-feira (15) pelos reguladores do bloco.
A medida da Comissão Europeia, responsável por fiscalizar a concorrência no bloco, foi anunciada seis meses após a abertura de um processo para definir como o Google deveria se adequar à Lei dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês).
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De acordo com a decisão, a empresa terá de abrir o acesso a 11 funcionalidades do sistema operacional Android para que concorrentes de IA possam utilizar esses recursos e competir em melhores condições com o Gemini, ferramenta de inteligência artificial da empresa.
Na prática, isso permitirá que os usuários ativem assistentes de IA de empresas concorrentes por comandos de voz semelhantes ao tradicional “Ok Google”, para tarefas como pedir um táxi ou buscar informações sobre locais. As mudanças devem chegar aos usuários a partir de julho de 2027, com uma futura atualização do Android.
Agora no g1
O Google voltou a criticar as mudanças exigidas pela União Europeia.
“As decisões anunciadas hoje podem comprometer proteções essenciais de privacidade e segurança para milhões de europeus”, afirmou o advogado do Google, Kent Walker, em comunicado enviado por e-mail.
“Temos apresentado repetidamente soluções para proteger os usuários e, ao mesmo tempo, atender aos objetivos da DMA, mas essas decisões ignoram evidências significativas dos possíveis impactos negativos para os usuários”, acrescentou.
A Comissão Europeia afirmou que as medidas incluem mecanismos para proteger a privacidade dos usuários e a segurança dos dispositivos. Segundo o órgão, o Google só será obrigado a disponibilizar os recursos a empresas que cumpram critérios de segurança e proteção de dados.
A decisão também determina que a empresacompartilhe, de forma anonimizada, dados usados para aprimorar seus serviços de busca com a OpenAI e outras empresas que operam chatbots de IA com ferramentas de pesquisa.
O Google poderá avaliar se os concorrentes representam riscos à segurança cibernética ou à proteção de dados antes de conceder acesso às informações. A medida, que começa a ser aplicada em janeiro do próximo ano, também prevê uma metodologia para calcular quanto deverá ser pago pelo compartilhamento desses dados.
“Com essas medidas, esperamos estimular o surgimento de alternativas ao Google Search e a serviços de IA da empresa, como o Gemini, ampliando as opções disponíveis para os usuários da União Europeia”, afirmou a chefe de tecnologia do bloco, Henna Virkkunen, em comunicado.
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