Justiça tira filho de advogada que se casou com Thiago Brennand

Thiago Brennand e Karina KufaReprodução + Reprodução/Facebook

A justiça de São Paulo, determinou, por meio de decisão liminar, que o filho de 11 anos da advogada Karina de Paula Kufa fique provisoriamente sob os cuidados do pai, Amilton Augusto da Silva Júnior. A decisão foi tomada depois que a advogada oficializou seu casamento com Thiago Antonio Brennand Tavares da Silva Fernandes Vieira, no dia 2 de julho deste ano. 

Thiago Brennand é réu em oito processos e está preso desde abril de 2023. Ele cumpre pena atualmente na Penitenciária II Álvaro de Carvalho, em Potim, no interior de São Paulo, após condenação em primeira instância em cinco processos.  Ele responde por crimes de estupro, lesão corporal, coação no curso do processo, por registro não autorizado de ato sexual íntimo, constrangimento ilegal em parte dos fatos e um crime de divulgação de cena de estupro. Em uma das sentenças, foi reproduzido o relato da vítima em que ela revela que foi obrigada a fazer uma tatuagem com as iniciais de Brennand.

Karina Kufa é divorciada e mãe de dois filhos, atua como advogada de defesa de Brennand, que está detido desde 2023, nos processos criminais que ele responde. Ela também já atuou em outros casos de alta visibilidade, incluindo situações envolvendo membros da família de Jair Bolsonaro. 

Entenda o processo

Até o momento, a guarda da criança era compartilhada, com o domicílio de referência definido como o da mãe, por meio de um acordo aprovado em 19 de março de 2026. Quando Karina se casou com Thiago, o pai do menino entrou na Justiça para pedir a alteração.

O juiz do caso deixou registrado que Brennand responde por diversos crimes contra várias vítimas, de acordo com sua ficha criminal, classificando as acusações contra ele como “extremamente graves” , contendo “requintes de crueldade”, inclusive contra o seu próprio filho. Com base no cenário apresentado, o magistrado pondera ser “razoável questionar se a manutenção do domicílio de referência materno atende os melhores interesses da criança”.

O juiz do caso considerou que a gravidade dos fatos queria uma resposta imediata e, portanto, deferiu uma liminar que garantia a guarda ao pai assim que se encerrasse o período de férias. Assim, o menino não deve retornar a casa da mãe no final das férias escolares e o pai deve efetuar a matrícula do filho em instituição de ensino na cidade de São Paulo.

Próximos passos

Karina Kufa dispõe de cinco dias, a partir da notificação, para se manifestar sobre o pedido de tutela de urgência. O juiz reforça que a análise definitiva desse pedido ocorrerá somente depois da manifestação da defesa e do Ministério Público.

Foi também determinada perícia psicológica, destinada a verificar se o pai e sua parceira reúnem condições de atender às necessidades da criança, além de avaliar se a mudança do domicílio de referência para a casa paterna representa o melhor interesse do menor.

O despacho foi assinado na ultima segunda-feira (14) pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, titular da 12ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível da capital paulista.

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