Padre de Ribeirão Preto, SP, é indiciado por estupro de vulnerável e importunação sexual


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A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto (SP) indiciou, na semana passada, o padre Mário Reis da Silveira pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual.
Ele está afastado desde março das funções na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, no distrito de Bonfim Paulista, onde atuava como pároco. As vítimas apontadas no inquérito atuavam como coroinhas na igreja.
O indiciamento significa que, para a Polícia Civil, há elementos reunidos até agora no inquérito que apontam o investigado como provável autor dos crimes apurados. Os testemunhos a análise no celular do padre contribuíram para a conclusão. A decisão não significa condenação.
Segundo fontes da investigação, o padre negou as acusações em depoimento.
A investigação ainda não foi concluída. Na quarta-feira (15), a DDM recebeu da perícia uma nova leva de arquivos extraídos de computadores do padre. Esse material ainda será analisado nas próximas semanas.
A previsão é que o inquérito seja finalizado e encaminhado ao Ministério Público depois da análise. Caberá ao MP decidir se oferece denúncia à Justiça.
A defesa de Mário Reis da Silveira não foi localizada até a última atualização desta reportagem. A arquidiocese foi procurada pela EPTV e ainda não se manifestou.
Padre Mário Reis da Silveira, em Ribeirão Preto (SP), é alvo de investigação após denúncias de assédio.
Reprodução/EPTV
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O que a polícia apurou
Segundo fontes da DDM, uma primeira leva de conteúdos extraídos pela perícia dos celulares do padre reforçou relatos das vítimas ouvidas no inquérito.
Entre os materiais analisados, há trocas de mensagens e imagens de cunho íntimo envolvendo menores de idade, ainda segundo fontes da investigação.
Ao longo da apuração, ao menos seis vítimas foram ouvidas pela polícia. O padre também foi interrogado.
Nos depoimentos, as vítimas relatam episódios de toques em partes íntimas, beijos e tentativas de beijo. Há relatos de situações ocorridas há aproximadamente 20 anos e de outras mais recentes, segundo fontes ligadas ao caso.
Ao longo do último mês, a reportagem conversou com algumas pessoas que dizem ter sido vítimas. Parte delas relatou que os episódios ocorriam quando o padre as chamava para conversas particulares depois das missas.
Segundo esses relatos, as atividades da igreja aconteciam em público e geralmente na presença de várias pessoas.
Relembre o caso
Mário Reis da Silveira foi afastado em março pela Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto depois que denúncias chegaram à Polícia Civil e à própria Igreja.
Na ocasião, a Arquidiocese informou que instaurou uma investigação prévia e suspendeu o padre de todos os ofícios eclesiásticos. A instituição também afirmou que colaborava com as autoridades policiais.
As primeiras denúncias vieram à tona em junho. À época, a Polícia Civil informou que havia aberto inquérito para apurar relatos de vítimas que atuavam como coroinhas em Bonfim Paulista.
Padre Mário Reis da Silveira atuava na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Ribeirão Preto (SP).
Reprodução/EPTV
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