
Uma onça-pintada foi flagrada atacando um tamanduá-bandeira em um vídeo gravado na região de Sinnamary, na Guiana Francesa. As imagens mostram o felino se aproximando com cuidado antes de avançar, mas sem sustentar a ofensiva por tempo suficiente para obter sucesso na caçada.
Uma onça-pintada foi flagrada atacando um tamanduá-bandeira em um vídeo gravado na região de Sinnamary, na Guiana Francesa. As imagens mostram o felino se aproximando com cuidado antes de avançar, mas sem sustentar a ofensiva por tempo suficiente para obter sucesso na caçada. pic.twitter.com/R4q4MXhQJ9
— iG (@iG) July 16, 2026
O fracasso da onça na predação pode surpreender algumas pessoas, mas é o habitual na natureza. O tamanduá não tem dentes, mas possui garras dianteiras gigantes que usa para defesa.

As principais armas do tamanduá-bandeira podem passar dos 10 centímetros de comprimento e são feitas de ossos e queratina. Normalmente, elas servem para escavar cupinzeiros e formigueiros.
Quando ameaçado, porém, o animal se ergue sobre as patas traseiras e usa as garras como ataque, já que são capazes de causar ferimentos profundos em qualquer predador que se aproxime com descuido.

Mas a onça não preda o tamanduá-bandeira?
O felino inclui a maior espécie de tamanduá do mundo no seu cardápio, mas prefere presas que oferecem menor resistência. Onças jovens ou com pouca experiência tendem a recuar diante do chamado “abraço do tamanduá“, considerada a postura defensiva do animal, que amplia a área dos membros em posição ereta.

Ademais, as onças-pintadas da Guiana Francesa são consideravelmente menores do que os exemplares do Pantanal brasileiro. Além disso, o estilo de vegetação também conta: em florestas fechadas, como a de Sinnamary, o espaço reduzido dificulta ataques diretos.
