Mãe é presa suspeita de tentar matar a filha de 4 anos em ritual

Viatura da Polícia Civil no TocantinsDivulgação

Uma mulher de 19 anos foi presa em flagrante sob suspeita de tentar matar a própria filha, de quatro anos, em Combinado, no sudeste do Tocantins. A menina foi encontrada em estado grave e encaminhada para atendimento médico.

A prisão ocorreu na quarta-feira (15), após o Conselho Tutelar receber denúncias anônimas sobre possíveis maus-tratos. O órgão fez levantamentos preliminares e pediu apoio à Polícia Militar para visitar a casa onde a criança vivia.

Segundo a Polícia Civil do Tocantins, a menina apresentava lesões pelo corpo, sinais de desnutrição e falta de cuidados básicos, como alimentação e higiene. Ela foi retirada do imóvel, levada a uma unidade de saúde e submetida a exames periciais.

A polícia informou que a criança corria risco de morte. O estado de saúde atualizado não havia sido divulgado até a manhã desta sexta-feira (17).

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Em depoimento, a mulher alegou que as agressões e as condições às quais submetia a filha estariam ligadas a um suposto “ritual espiritual”. A declaração é tratada pelos investigadores como uma versão apresentada pela suspeita, e não como justificativa para a violência.

Polícia muda classificação do caso

A ocorrência foi registrada inicialmente como lesão corporal e maus-tratos. Após a análise das condições em que a criança foi encontrada, a Polícia Civil reclassificou a investigação como tentativa de feminicídio qualificado.

O delegado responsável pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva. A mulher foi encaminhada à Unidade Prisional Feminina de Formoso do Araguaia, também no Tocantins, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

O nome da investigada não foi divulgado. A identidade da criança também foi preservada por se tratar de uma vítima menor de idade.

A investigação deverá reunir os exames feitos na menina, depoimentos e informações coletadas pelo Conselho Tutelar e pelas equipes que participaram do resgate. A Polícia Civil ainda não informou um prazo para concluir o inquérito.

O iG entrou em contato com a Polícia Civil do Tocantins e com a Prefeitura de Combinado e pediu notas atualizadas sobre a investigação e o estado de saúde da criança. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

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