
Vestígios de sangue encontrados na casa de um policial penal passaram a integrar a investigação sobre as mortes da ex-companheira dele e do pai dela, em Maxaranguape, no litoral do Rio Grande do Norte. O agente é apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito do duplo homicídio e seguia foragido até a manhã desta sexta-feira (17).
Daiane Gonçalves da Silva, de 37 anos, e Denilson Paiva de Oliveira, de 59, foram mortos a tiros dentro da residência da família na noite de terça-feira (14). Moradores relataram ter ouvido disparos por volta das 23h30.
Durante as perícias em imóveis ligados ao investigado, os agentes também recolheram munições e estojos de diferentes calibres. Todo o material biológico e balístico foi encaminhado para análise técnica. Os exames deverão indicar a origem do sangue e se algum dos itens tem relação com os disparos que mataram pai e filha.
O resultado dos laudos ainda não foi divulgado. Por isso, os vestígios encontrados são tratados como elementos da investigação, não como confirmação definitiva da participação do agente.
O suspeito foi identificado por veículos locais como Francisco Hélio. Ele trabalhava como policial penal em uma unidade prisional de Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, mas estava afastado das funções por licença médica.
Família relatou ameaças anteriores
Segundo a Polícia Civil, familiares e testemunhas disseram que o policial penal não aceitava o fim do relacionamento com Daiane. Eles também relataram que a mulher já havia sido ameaçada anteriormente pelo ex-companheiro.
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As primeiras diligências apontam que o homem teria ido até a residência das vítimas, efetuado os disparos e fugido. A polícia realizou buscas na região e divulgou a identificação do investigado para tentar localizá-lo.
Uma informação que circulou nas redes sociais afirmava que um corpo havia sido encontrado em uma área de mata e poderia ser do suspeito. A versão foi desmentida, e o policial continuou sendo procurado pelas forças de segurança.
O veículo atribuído ao agente também foi localizado durante as buscas, segundo informações divulgadas por veículos locais. O automóvel deverá passar por perícia e pode fornecer novos elementos sobre o trajeto percorrido antes e depois do crime.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Além dos laudos periciais, os investigadores devem analisar imagens de câmeras, ouvir testemunhas e verificar registros anteriores envolvendo o ex-casal.
O iG entrou em contato com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e com a Secretaria da Administração Penitenciária do estado e pediu notas atualizadas sobre as buscas, os vestígios recolhidos e a situação funcional do agente. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
