Galípolo afirma que Pix continuará gratuito apesar de críticas dos Estados Unidos

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix continuará sendo oferecido de forma gratuita, segura e instantânea, apesar das críticas apresentadas pelos Estados Unidos para justificar a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo Galípolo, os argumentos americanos buscam construir uma justificativa para as medidas comerciais e não refletem os resultados observados desde a implementação do sistema de pagamentos.

O presidente do Banco Central destacou que o mercado de cartões de crédito cresceu cerca de 150% após a criação do Pix. Para Galípolo, o avanço demonstra que o sistema de pagamentos instantâneos ampliou a concorrência, em vez de prejudicar empresas que já atuavam no setor.

O Pix foi criado pelo Banco Central e permite transferências e pagamentos em tempo real. O serviço se tornou uma das principais formas de movimentação financeira utilizadas no país.

Sistema inspira outros bancos centrais

Galípolo também afirmou que o modelo brasileiro é reconhecido internacionalmente e já inspirou projetos semelhantes em dezenas de bancos centrais. A defesa do sistema ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

As críticas ao Pix foram incluídas entre os argumentos utilizados por Washington no contexto das medidas comerciais adotadas contra produtos brasileiros. O Banco Central, porém, mantém a posição de que o sistema promove inclusão financeira, concorrência e redução dos custos das transações.

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