Ibovespa fecha quase estável, com Petrobras compensando queda de bancos

O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (17) praticamente estável, com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, em um pregão marcado por forças opostas entre setores relevantes do índice.

Durante o dia, o índice oscilou entre a máxima de 174.504,63 pontos e a mínima de 173.285,28 pontos, enquanto o volume financeiro somou R$ 23,86 bilhões.

Petrobras segura perdas do índice

As ações da Petrobras avançaram mais de 2%, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional, e ajudaram a limitar as perdas do Ibovespa.

O movimento positivo da estatal compensou, em parte, a pressão negativa vinda do setor bancário, que apresentou desempenho mais fraco ao longo do pregão.

Bancos pressionam, enquanto exterior pesa

Os papéis de grandes bancos recuaram, refletindo um ambiente mais cauteloso e contribuindo para o viés negativo do índice.

No cenário externo, as bolsas globais também tiveram desempenho mais fraco, com o S&P 500 recuando cerca de 1%, pressionado por novas quedas no setor de tecnologia, especialmente fabricantes de chips.

Petróleo sobe com tensões geopolíticas

Os preços do petróleo voltaram a subir, impulsionados pela intensificação dos conflitos entre Estados Unidos e Irã, além de ameaças ao tráfego marítimo em regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho.

Apesar de beneficiar empresas do setor, esse cenário aumenta a volatilidade e eleva preocupações com inflação global.

Semana termina negativa após um mês

No acumulado da semana, o Ibovespa registrou queda de 2,33%, interrompendo uma sequência de ganhos das últimas semanas.

O movimento reflete a combinação de fatores externos adversos e ajustes no mercado doméstico.

Atividade econômica mostra desaceleração

Na agenda local, o IBC-Br, indicador de atividade econômica calculado pelo Banco Central, apontou desaceleração em maio, embora em ritmo menor do que o esperado.

Segundo analistas, a economia brasileira tem apresentado oscilações desde fevereiro, após um período de crescimento mais forte entre o fim de 2025 e o início de 2026.

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