
O surto de diarreia intensa que se espalhou por diversos estados dos Estados Unidos foi associado à alface fornecida ao Taco Bell, segundo funcionários federais do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) local. A entidade pediu que o público não consuma o produto, por meio de nota divulgada na sexta-feira (17) Até o momento, se sabe que as alfaces-americanas foram enviadas para unidades nos estados de Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental. A nota informa que o fornecimento contaminado provavelmente veio da Taylor Farms, do México. A cultivadora também possui unidades em território estadunidense.
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A empresa informou que está removendo de forma voluntária as alfaces possivelmente contaminadas dos fornecimentos em todo país. Enquanto isso, a franquia de restaurantes Taco Bell interrompeu o uso da alface potencialmente contaminada nas unidades afetadas, dentre os cinco estados.
Nos últimos dias, o foco da investigação do CDC foi descobrir qual alimento causou o surto de ciclosporíase, que já registra números maiores do que em qualquer outro ano nos Estados Unidos.
Agora, a investigação deverá esclarecer se o surto também tem relação com outros estabelecimentos, pois o fornecimento pode ter ocorrido a supermercados além da franquia de restaurantes.
Os novos fatos apontam que uma possível origem do surto foi encontrada, mas ainda não é possível confirmar se todos produtos envolvidos são da Taylor Farm, nem se somente a remessa enviada ao Taco Bell carrega o parasita.
Sobe para 34 estados o número de atingidos
Ainda de acordo com informações do CDC, 34 estados registraram casos de ciclosporíase, com 141 hospitalizações dentre os 1.645 casos. A doença é causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis e costuma provocar diarreia muito intensa, perda de apetite, cansaço, enjoo, perda de peso, dentre outros sintomas ligados à alimentação.
A infecção acontece por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados e a transmissão entre pessoas é improvável.
O CDC alerta que o número real de pessoas infectadas pode ser maior do que o registrado oficialmente, já que parte dos pacientes melhora sem procurar atendimento médico ou sem fazer exames para confirmar a presença do parasita. Estimativas apontam para até 7 mil infectados.
