
A Justiça do Rio Grande do Sul determinou que a mãe de Oliver Rodgers, menino de 03 anos que morreu após espancamento pelo pai missionário, seja escoltada da prisão até o Departamento Médico-Legal (DML) para reconhecer o corpo do filho. Ela foi presa por suspeita de omissão e de participação nas recorrentes agressões “disciplinares” empregadas contra os filhos. A decisão aconteceu na última sexta-feira (17). Oliver morreu no dia 08 de julho, três dias depois das agressões. O pai confessou os crimes e está preso desde o dia 05 de julho. Os quatro irmãos estão em abrigo. A decisão acontece após o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) informar ao judiciário que todas as perícias necessárias foram realizadas. Ou seja, não existem mais impedimentos legais para a entrega do corpo à família. A mãe está presa na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, que ficou encarregada de providenciar o deslocamento até o DML. As investigações da Polícia Civil sugerem que o missionário estadunidense e a mulher agrediam os cinco filhos como forma de punição, castigo e disciplina, conforme crenças religiosas.
Relembre o caso
Oliver foi hospitalizado no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) em Porto Alegre no dia 05 de julho em estado gravíssimo após o pai, um estadunidense missionário, confessar ter desferido socos contra o abdômen e batido a cabeça contra o chão.
O homem foi preso em flagrante na unidade hospitalar. Ao longo das investigações, a mãe do menino, japonesa, passou a ser investigada pela possível omissão no homicídio do filho. Ela foi presa preventivamente, apesar de poder ter sido vítima de violência doméstica.
No dia 08 de julho, o menino, de 03 anos, morreu. O casal veio dos Estados Unidos há nove anos e morava em Viamão (RS) há cerca de sete meses. Todos os filhos são brasileiros, com 1, 5, 7 e 9 anos de idade. Não há mais familiares no Brasil.
Com isso, não havia ninguém disponível para realizar reconhecimento formal do corpo de Oliver, que ficou preso no DML sem possibilidade de sepultamento até a decisão da Justiça.
