Empresa de trading, DF Group, deve R$ 355 milhões mas tem até sete vezes o valor guardado fora do país, diz defesa


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A defesa do fundador e CEO do DF Group, Douglas Fonseca Araújo, afirmou que a empresa possui um passivo de R$ 355 milhões com clientes, mas que o empresário tem patrimônio suficiente para quitar todos os débitos. Segundo o advogado Djalma Filho, Douglas teria entre seis e sete vezes esse valor disponível fora do país e pretende negociar o ressarcimento dos investidores.
As declarações foram dadas após Douglas deixar a prisão no domingo (19), por decisão da Justiça. Investigado por suposto envolvimento em um esquema de golpes contra investidores, ele passou a cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair de Teresina sem autorização judicial, de mudar de endereço e de manter contato com outros investigados.
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Segundo o advogado, os R$ 355 milhões correspondem ao valor informado nos autos como o passivo da empresa em relação a terceiros.
“São R$ 355 milhões a soma de tudo quanto seria os haveres da empresa em relação aos terceiros. Mas também ele diz que tem pelo menos seis ou sete vezes esse valor para pagar todos. Tire os impostos. Ainda sobra muito dinheiro, dá para pagar todo mundo sem nenhum problema”, afirmou Djalma Filho.
Trader Douglas Fonseca
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Ainda segundo a defesa, o objetivo agora é viabilizar a transferência dos recursos para o Brasil, sob supervisão da Justiça e dos órgãos responsáveis.
“Resta viabilizar essa transferência de recursos de onde estiver para o mercado interno sob a supervisão, coordenação do Judiciário, da polícia onde couber. Não há nenhum problema”, disse o advogado.
“Ele assegura que existem os recursos, tem o interesse de pagar, tem o interesse de cumprir com a sua palavra e os contratos”, completou.
Investigação
Douglas Fonseca é investigado pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o DF Group pode ter feito mais de 2 mil vítimas em um suposto esquema de golpes contra investidores.
Já a defesa afirmou que a empresa possui mais de 5.700 clientes.
Conforme as investigações, o grupo prometia rendimentos mensais de até 10% em investimentos no mercado financeiro e atuava sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A Polícia Civil também aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos e utilizava recursos captados de novos investidores para pagar clientes antigos, modelo que, segundo os investigadores, tornou-se insustentável.
Na última semana, a Polícia Civil disponibilizou um formulário para que pessoas que se consideram vítimas do DF Group informem os prejuízos sofridos. As informações serão anexadas ao inquérito que apura o caso.
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