
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acaba de revelar o tamanho da nossa responsabilidade para o próximo mês de outubro: seremos mais de 158 milhões de brasileiros nas urnas. Deste contingente, São Paulo reafirma sua vocação de locomotiva do país, consolidando-se como o maior colégio eleitoral, com mais de 34 milhões de vozes prontas para decidir os rumos do estado e da nação. Mas, por trás da grandiosidade desses números, há uma mensagem clara sobre quem somos, como estamos mudando e para onde devemos direcionar nossas energias.
Como alguém que vive o municipalismo na pele e conhece a fundo a realidade da Região Metropolitana de Campinas (RMC), enxergo nesses dados um espelho das nossas próprias cidades. O TSE nos mostra um eleitorado que está amadurecendo, com um salto expressivo na faixa acima dos 60 anos, e que é majoritariamente feminino, representando 52,84% do total. Além disso, temos o cadastro mais diverso da história, com maior reconhecimento e autodeclaração das nossas pluralidades.
Mudança demográfica
Na RMC, uma das regiões mais ricas, inovadoras e vibrantes da América Latina, essas mudanças demográficas não são apenas estatísticas; elas são o roteiro imediato para as políticas públicas da próxima década. Uma população que amadurece exige um novo olhar para a saúde preventiva, acessibilidade e mobilidade urbana. A força da mulher no eleitorado exige que a segurança, o apoio à maternidade e a igualdade no mercado de trabalho não sejam apenas promessas, mas ações concretas com orçamento garantido.
Nossa região possui um peso econômico e populacional superior ao de muitos estados brasileiros. No entanto, para que essa grandeza se converta em qualidade de vida na porta de casa, na rua asfaltada e no posto de saúde com médico, precisamos de representatividade forte e articulada na Assembleia Legislativa. O que se decide em São Paulo precisa ter a digital de Campinas, Jaguariúna, Sumaré, Paulínia e de todas as nossas 20 cidades.
As Eleições de 2026 nos convidam a olhar para o futuro sem perder a conexão com a nossa base. Os números mostram que o eleitor paulista está mais experiente e atento. A RMC está pronta para ser não apenas um polo de desenvolvimento econômico, mas o grande exemplo de como a política estadual pode, e deve, melhorar a vida nos municípios. O poder de transformação está, mais do que nunca, em nossas mãos.
