
Dois petroleiros sauditas foram atacados no Mar Vermelho na madrugada desta quinta-feira (22) por rebeldes Houthi.
Em comunicado oficial, o grupo iemenita, aliado do Irã, informou ter realizado uma “operação militar qualitativa” com mísseis e drones no Mar Vermelho. A ação atingiu as embarcações “Encelia” e “Layla”, provocando incêndios a bordo de ambos os navios.
Contexto do bloqueio marítimo
Trata-se da primeira investida militar empreendida pelos insurgentes desde segunda-feira (20), quando decretaram um bloqueio a embarcações ligadas à Arábia Saudita no Mar Vermelho.
A rota é essencial para o comércio global de petróleo e já enfrentava fortes pressões após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã uma retaliação aos recentes ataques dos Estados Unidos contra o país.
Com essa nova ação, o bloqueio na região abre formalmente uma nova frente de combate no conflito entre norte-americanos e iranianos.
Tensões no Oriente Médio
A ofensiva ocorre logo após os Estados Unidos e a Arábia Saudita, principal rival do Irã no Oriente Médio, assinarem um acordo para o desenvolvimento de um programa nuclear civil em solo saudita medida que, segundo especialistas, pode abrir caminho para o enriquecimento de urânio na região.
Em resposta às ameaças de bloqueio, o presidente Donald Trump já havia alertado na terça-feira (21) que tomaria providências caso os Houthis agissem. O governo saudita seguiu a mesma linha e prometeu proteger suas embarcações com “todas as medidas necessárias”.
Impacto no processo de paz
A atual escalada representa o confronto direto mais grave entre a Arábia Saudita e os Houthis desde 2022, quando ambos os lados iniciaram conversas mediadas pela ONU.
Embora as tratativas tenham reduzido drasticamente os ataques transfronteiriços na época, um acordo de paz definitivo jamais foi selado.
