Quase metade da população do Alto Tietê está inadimplente, aponta Serasa


Quase metade dos moradores do Alto Tietê está inadimplente, aponta Serasa
Quase metade da população do Alto Tietê está inadimplente. De acordo com o Mapa de Inadimplência da Serasa, referente ao mês de junho deste ano, 46,39% dos moradores da região têm dívidas em atraso.
Esse total representa mais de 754 mil pessoas. Entre todas as dez cidades da região, Poá tem o maior percentual de inadimplentes: mais da metade da população possui dívidas em atraso. Ferraz de Vasconcelos também registra índice superior a 50%, seguida por Itaquaquecetuba e Suzano.
✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp
Na outra ponta do levantamento, Salesópolis e Biritiba-Mirim aparecem com os menores percentuais de inadimplência da região. Confira:

Além do número de pessoas com contas em atraso, o levantamento também mostra o tamanho do endividamento na região. Juntas, as dívidas dos moradores do Alto Tietê somam mais de R$ 5 bilhões.
Veja o ranking dos valores devidos por cidade:
Salesópolis – Dívida: R$ 35.294.197,00
Mogi das Cruzes – Dívida: R$ 1.499.540.644,00
Itaquaquecetuba – Dívida: R$ 1.151.402.990,00
Suzano – Dívida: R$ 1.050.944.541,00
Ferraz de Vasconcelos – Dívida: R$ 589.374.242,00
Poá – Dívida: R$ 415.167.456,00
Arujá – Dívida: R$ 337.416.203,00
Santa Isabel – Dívida: R$ 152.714.235,00
Guararema – Dívida: R$ 104.890.049,00
Biritiba-Mirim – Dívida: R$ 68.851.768,00
Desse total de dívidas, existem pessoas com dívidas altas e mais baixas. De acordo com o levantamento da Serasa:
o valor médio de dívida por pessoa é de R$ 7.160;
o valor médio de cada dívida é de R$ 1.419,29 (há pessoas com mais de uma dívida).
Apesar do cenário, planejamento e organização financeira podem ajudar a sair do vermelho.
Planejamento
Planejamento é necessário para evitar dívidas
Reprodução/TV Globo
A psicóloga Cláudia Freitas conhece de perto os desafios de manter as contas em dia. Além das despesas pessoais, ela também administra as finanças do consultório. No passado, chegou a ficar endividada, mas diz que conseguiu reorganizar a vida financeira com planejamento.
Segundo ela, ter controle sobre o orçamento trouxe mais tranquilidade para o dia a dia.
“A gente evita muita questão da ansiedade, do estresse, porque é como se você andasse no escuro: ‘Ah, tá, vou gastar’, ‘Não, mas acho que dá para pagar’. Então, ‘achar’, né, não traz segurança para a gente, tem que ter certeza do que tá acontecendo” conta.
LEIA MAIS
Prefeitura de Guararema abre concurso com 10 vagas e salários de até R$ 16,8 mil
Alto Tietê tem mais de 4,3 mil vagas de emprego nesta quarta-feira; veja lista
De acordo com ela, todos os gastos da vida pessoal e do consultório são anotados primeiro no papel e, depois, registrados em uma planilha. Com esse controle, Cláudia consegue acompanhar as despesas, estabelecer metas e definir como o dinheiro será utilizado.
Ela afirma que também buscou ajuda profissional para melhorar a administração das finanças.
“Senti a necessidade de contratar uma contabilidade e um educador financeiro para me dar suporte. Quando nós começamos visualizar, né, o panorama que a gente tá: para onde tá indo seu dinheiro?” explicou.
Claudia Freitas e Rafael Henrique da Silva
Reprodução / TV Diário
O contador Rafael Henrique da Silva explica que quem está endividado deve priorizar o pagamento das dívidas com juros mais altos, já que elas tendem a crescer mais rapidamente.
“Tem que analisar quais contas ela tem ali em atraso, verificar qual tem mais juros e priorizar essa negociação. Por exemplo, o cartão de crédito tem juros rotativos muito altos. O ideal é renegociar com o banco ou com a empresa e entender qual dívida vai gerar menos custo. Nossa Selic está em 14% e isso influencia diretamente no aumento da dívida da pessoa”.
Segundo o contador, quem tem empresa também deve separar completamente as finanças pessoais das empresariais para evitar problemas no controle financeiro e na gestão do negócio.
Para quem quer sair do vermelho, Rafael recomenda começar pelo controle das receitas e despesas.
“Pegar a receita dela, o quanto ela recebe naquele mês, e anotar as despesas. Vão ter despesas fixas, como água, luz e internet, e também os gastos extras. É importante registrar tudo para identificar quanto foi gasto no mês. Olhar a fatura do cartão de crédito, as contas que chegam em casa e fazer um relatório.”
E não importa como, o importante é se planejar. “Pode ser em um caderno ou no celular. Também vale colocar lembretes para não esquecer as datas de vencimento. Às vezes a pessoa atrasa uma conta simples e acaba pagando juros. Para quem já está endividado, qualquer valor faz diferença.”
Desenrola 2.0
Desenrola Brasil
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.
Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
A dívida renegociada terá:
Descontos entre 30% e 90%;
Taxa de juros máxima de 1,99% ao mês;
Até 48 meses de prazo;
Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
Limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira;
Também será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas

Adicionar aos favoritos o Link permanente.