Funcionária de lanchonete diz ter sido agredida por cliente após pedir para ele levantar o pé para ela varrer; vídeo.


Cliente agride funcionária de lanchonete em Valparaíso de Goiás
Uma auxiliar de limpeza disse ter sido agredida por um cliente dentro de uma lanchonete em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, após pedir que ele levantasse os pés para que ela pudesse varrer o local. Segundo a mulher, a agressão aconteceu no domingo (18) e foi registrada por câmeras de segurança (veja o vídeo acima).
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Nas imagens divulgadas pela TV Anhanguera, é possível ver o momento em que a funcionária realiza a limpeza próximo à mesa onde o homem estava. Em seguida, ele se levanta e caminha em direção à saída, mas volta, chuta a vassoura e empurra a auxiliar de limpeza.
A mulher cai no chão, mas consegue se levantar e avisar um colega sobre o que havia acontecido. O homem deixa o estabelecimento sem ser impedido.
Em entrevista à TV Anhanguera, a funcionária contou que fazia a limpeza do salão quando se aproximou da mesa ocupada pelo cliente e por três crianças.
“Eu comecei a limpeza pela frente, onde fica o tapete de refrigerante. Quando passei para o lado onde o cliente estava com as três crianças e comecei a varrer, ele empurrou a vassoura e disse: ‘Pode fazer sua limpeza para lá porque eu estou comendo, respeita meu momento’.”
Segundo a auxiliar, ela respondeu que faria a limpeza, mas pediu que o cliente falasse com mais educação. Foi nesse momento que, conforme o relato, ele se levantou alterado.
“Eu respondi que sim, mas pedi para que ele falasse com um pouco mais de educação. Foi quando ele já levantou alterado. Eu continuei varrendo e ele seguiu falando. Ele se zangou, chutou a vassoura e me empurrou”, disse.
Com a agressão, a mulher sofreu escoriações no braço e relatou dores pelo corpo.
Imagens forma registradas dentro de uma lanchonete em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
Reprodução/TV Anhanguera
Medo após a agressão
A auxiliar de limpeza informou que registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e voltou ao trabalho na terça-feira, mas adotou medidas por precaução.
“Voltei sem o uniforme porque fiquei com medo de ser identificada, de o cliente voltar e me agredir novamente”, desabafou.
Ela afirmou que ainda enfrenta trauma e teme sofrer novas agressões.
A reportagem entrou em contato com a empresa responsável pela lanchonete, mas até a última atualização desta reportagem não havia recebido resposta.
Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil também não havia informado se o caso é investigado nem identificado o suspeito. Como a identidade do homem não foi divulgada, o g1 não conseguiu localizar a defesa dele para que se manifestasse sobre as acusações.
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