Orcas foram flagradas usando uma técnica de caça nunca antes documentada: elas se lançam contra a carcaça de um peixe-lua-de-cauda-afiada com força suficiente para reduzi-lo a milhares de pedaços. O comportamento foi descrito nesta quinta-feira (23) em um estudo na revista científica Frontiers in Ethology.
O que chama atenção é que esse peixe pode chegar a atingir até três metros e pesar até duas toneladas. Ainda assim, as imagens mostram que ele é reduzido a pedaços.
A cena foi registrada em duas ocasiões distintas no Golfo da Califórnia, no México, com mais de um ano de diferença entre uma e outra.
Como funciona o ataque
A estratégia segue sempre a mesma sequência. Uma orca segura a carcaça do peixe-lua pela nadadeira caudal, imobilizando o corpo na água. Nesse momento, outra orca acelera e atinge o animal em alta velocidade.
Segundos antes do impacto, a orca que segurava a presa a solta. O choque é o suficiente para desintegrar o peixe em fragmentos menores, espalhados pela coluna d’água.
O peixe-lua-de-cauda-afiada está entre os peixes ósseos mais pesados do planeta. Pode ultrapassar os três metros de comprimento e chegar a cerca de duas toneladas.
Por que fragmentar um animal já morto?
O detalhe que chamou atenção dos pesquisadores é que a investida não serve para matar. Em ambos os episódios, o peixe-lua já estava morto quando a orca avançou contra ele.
A hipótese mais aceita é que a técnica funcione como uma forma de processar o alimento, dividindo a presa em porções menores para facilitar a alimentação de filhotes, cujas mandíbulas ainda não têm força suficiente para se alimentar de pedaços maiores.
Mas os autores do estudo não descartam outra explicação: pode ser, simplesmente, brincadeira.
Como os dois episódios foram flagrados
O primeiro caso foi filmado em 29 de julho de 2024 por Kathryn Ayres, cientista da organização Beneath The Waves e autora principal do estudo. Ela mergulhava como guia perto de San José del Cabo, na Baja California Sur, quando flagrou o grupo de orcas — que incluía um filhote — executando a manobra.
Ayres descreveu a reação ao presenciar o momento: contou não imaginar que um peixe-lua pudesse se desfazer daquela forma, e comparou o impacto a uma explosão.
O segundo caso foi registrado em setembro de 2025, por um operador de turismo, na mesma região do Golfo da Califórnia. A sequência de comportamento foi praticamente idêntica à primeira.
Erick Higuera, biólogo marinho e coautor do estudo, afirmou que a técnica exige percepção espacial precisa, comunicação acústica entre os animais e uma compreensão compartilhada de física — evidência, segundo ele, de que as orcas conseguem planejar e executar uma ação coordenada em várias etapas.
Para os pesquisadores, ainda são necessárias mais observações do fenômeno para determinar se a fragmentação de presas é, de fato, uma estratégia alimentar recorrente entre populações de orcas.
O que chama atenção é que esse peixe pode chegar a atingir até três metros e pesar até duas toneladas. Ainda assim, as imagens mostram que ele é reduzido a pedaços.
A cena foi registrada em duas ocasiões distintas no Golfo da Califórnia, no México, com mais de um ano de diferença entre uma e outra.
Como funciona o ataque
A estratégia segue sempre a mesma sequência. Uma orca segura a carcaça do peixe-lua pela nadadeira caudal, imobilizando o corpo na água. Nesse momento, outra orca acelera e atinge o animal em alta velocidade.
Segundos antes do impacto, a orca que segurava a presa a solta. O choque é o suficiente para desintegrar o peixe em fragmentos menores, espalhados pela coluna d’água.
O peixe-lua-de-cauda-afiada está entre os peixes ósseos mais pesados do planeta. Pode ultrapassar os três metros de comprimento e chegar a cerca de duas toneladas.
Por que fragmentar um animal já morto?
O detalhe que chamou atenção dos pesquisadores é que a investida não serve para matar. Em ambos os episódios, o peixe-lua já estava morto quando a orca avançou contra ele.
A hipótese mais aceita é que a técnica funcione como uma forma de processar o alimento, dividindo a presa em porções menores para facilitar a alimentação de filhotes, cujas mandíbulas ainda não têm força suficiente para se alimentar de pedaços maiores.
Mas os autores do estudo não descartam outra explicação: pode ser, simplesmente, brincadeira.
Como os dois episódios foram flagrados
O primeiro caso foi filmado em 29 de julho de 2024 por Kathryn Ayres, cientista da organização Beneath The Waves e autora principal do estudo. Ela mergulhava como guia perto de San José del Cabo, na Baja California Sur, quando flagrou o grupo de orcas — que incluía um filhote — executando a manobra.
Ayres descreveu a reação ao presenciar o momento: contou não imaginar que um peixe-lua pudesse se desfazer daquela forma, e comparou o impacto a uma explosão.
O segundo caso foi registrado em setembro de 2025, por um operador de turismo, na mesma região do Golfo da Califórnia. A sequência de comportamento foi praticamente idêntica à primeira.
Erick Higuera, biólogo marinho e coautor do estudo, afirmou que a técnica exige percepção espacial precisa, comunicação acústica entre os animais e uma compreensão compartilhada de física — evidência, segundo ele, de que as orcas conseguem planejar e executar uma ação coordenada em várias etapas.
Para os pesquisadores, ainda são necessárias mais observações do fenômeno para determinar se a fragmentação de presas é, de fato, uma estratégia alimentar recorrente entre populações de orcas.
