Avião da Pan Am que caiu há 74 anos é achado em Porto Rico

Destroços de avião da Pan Am são encontrados após 74 anosDivulgação/Air and Sea Heritage Foundation e Deep Sea Vision

Um drone com sonar localizou os destroços do Clipper Endeavour, avião da Pan American Airways que caiu no Oceano Atlântico em 1952. A descoberta aconteceu em junho, mas só foi divulgada na última terça-feira (21). As peças estavam a 610 metros de profundidade, na costa de Porto Rico, na América Central. 

O avião, apelidado de Douglas DC-4, havia decolado de Porto Rico rumo a Nova York, nos EUA, com 64 passageiros e 5 tripulantes. Logo no início do voo, porém, vários motores falharam. O piloto pousou na água e todos sobreviveram ao impacto, mas a aeronave afundou rapidamente. Segundo relatos, a maioria dos passageiros não conseguiu encontrar botes ou coletes salva-vidas: das 69 pessoas a bordo, só 17 saíram com vida.

Aeronave Clipper Endeavour, da Pan AmDivulgação/Pan Am Historical Foundation

A busca pelos destroços foi conduzida pela Air and Sea Heritage Foundation, em conjunto com programa Expedition Unknown, do Discovery Channel. Russ Matthews, presidente da fundação e explorador marítimo, entrou na história em 2019, quando leu sobre uma etiqueta de bagagem do voo encontrada no litoral da Flórida. 

Refazer o trajeto final do avião deu trabalho. A melhor pista da localização surgiu em registros de uma audiência pública em Porto Rico, com um mapa desenhado por pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos que viram o acidente. Ao mesclar os documentos com dados meteorológicos da época, os pesquisadores reduziram a área de procura a 10 quilômetros quadrados de fundo oceânico.

Logo da Pan Am ainda estava parcialmente visível na aeronaveDivulgação/Air and Sea Heritage Foundation and Deep Sea Vision

No dia 2 de junho, logo na primeira varredura do drone, os destroços apareceram, quebrados em duas partes. Um registro fotográfico feito posteriormente confirmou: o logotipo da Pan Am e o nome do avião seguiam visíveis na fuselagem.

Devido às particularidades do caso, o acidente mudou as regras da aviação comercial. Em entrevistas a diversos veículos de comunicação, o especialista em segurança aérea John Cox apontou a confusão a bordo como catalisadora das normas atuais, que exigem equipamentos de flutuação melhores e orientação antes da decolagem. Em qualquer voo nos dias atuais, a tripulação precisa mostrar claramente onde ficam as saídas de emergência e os coletes, além de explicar o modo de uso.

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