
O adolescente Alerrandro Marques de Sousa, de 13 anos, morreu na quarta-feira (22), após passar dez dias internado em estado grave. Ele havia sido agredido durante uma partida de futebol em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. A Polícia Civil investiga o caso.
A briga aconteceu em 12 de julho, em uma quadra do bairro Solar dos Buritis. Segundo a polícia, os adolescentes jogavam futebol quando começaram a discutir. Durante a confusão, um jovem de 15 anos teria dado socos em Alerrandro.
Depois de ser atingido, o garoto caiu e bateu a cabeça no chão. Testemunhas disseram que ele chegou a espumar pela boca. Alerrandro foi levado inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Luís Eduardo Magalhães.
Devido à gravidade do estado de saúde, ele foi transferido para o Hospital do Oeste, em Barreiras, também no oeste da Bahia. O adolescente permaneceu internado até a quarta-feira, quando a morte foi confirmada.
Família cobra esclarecimentos
Em entrevista ao g1, Ana Naiara Franca, tia de Alerrandro, afirmou que o sobrinho entrou na discussão para defender um amigo. De acordo com os relatos recebidos pela família, o adolescente de 15 anos havia agredido esse jovem pouco antes.
A familiar disse que Alerrandro foi atingido no abdômen, na cabeça e no queixo. Embora reconheça que a agressão pode não ter sido planejada, a família cobra responsabilização pela morte.
“Enterramos o amor das nossas vidas e queremos justiça”, declarou Ana Naiara ao g1.
A tia descreveu Alerrandro como um menino alegre, sonhador e apaixonado por futebol. Segundo ela, ele costumava jogar bola com os amigos no fim da tarde e era muito ligado aos irmãos, primos e outros parentes. Abalada, a família ainda tenta lidar com a perda.
Ana Naiara também afirmou que o sobrinho era presente na rotina da família e mantinha uma relação próxima com os primos. O futebol, segundo ela, estava entre as atividades preferidas do adolescente.
O jovem de 15 anos apontado como autor da agressão foi levado à Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães. Ele foi liberado após uma audiência de custódia.
A Polícia Civil ainda apura como a discussão começou, a sequência das agressões e as circunstâncias que levaram à morte de Alerrandro. A família aguarda o avanço da investigação.
