
Um homem suspeito de atear fogo em uma cadela e de agredir a ex-companheira foi preso em Passos (MG). Segundo a Polícia Civil, os crimes estão relacionados ao fim de um relacionamento que havia terminado há cerca de um mês. A cadela, que pertencia ao irmão da vítima, sofreu queimaduras em 95% do corpo e morreu.
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Em entrevista à EPTV, Afiliada Rede Globo, o delegado Paulo Queiroz informou que a mulher manteve um relacionamento de aproximadamente dois anos com o suspeito e que ele não aceitava o término.
“Ela terminou o relacionamento de dois anos, aproximadamente um mês. No dia 22, ele a procurou querendo reatar o relacionamento. Ela não o aceitou e ele a agrediu, mas ela achou por melhor não acionar a polícia”, relatou o delegado.
De acordo com a investigação, no dia seguinte o homem voltou à residência e novamente atacou a ex-companheira.
“No dia seguinte, que foi o dia fatídico de ontem, ele retornou à casa, novamente a agrediu com vários socos e em razão da violência e da agressividade dele, ela correu e se escondeu no banheiro da casa”, disse.
Ainda segundo o delegado, o suspeito utilizou ferramentas usadas no trabalho de colheita de café para tentar arrombar a porta do banheiro onde a vítima estava escondida.
Homem suspeito de atear fogo em cadela após agredir ex-companheira é preso em Passos, MG
Reprodução EPTV
“Ele passou a usar de ferramentas do seu trabalho, ele é apanhador de café, para bater na porta tentando abri-la e ele acabou danificando a porta, mas antes que ele conseguisse arrombar a porta, familiares da vítima chegaram ao local, impedindo assim que as agressões ou a tentativa de novas agressões viessem a acontecer”, afirmou.
Após deixar a residência, o homem teria pegado uma faca, álcool e sacarias de café antes de cometer o crime contra a cadela.
A princípio, a informação era de que o animal seria comunitário, mas a Polícia Civil apurou que a cadela pertencia ao irmão da vítima.
“Na verdade, nós apuramos que não era uma cachorra comunitária, ela era do irmão da vítima. Portanto, ele já sabia que o animal costumava ficar naquele local”, explicou o delegado.
Segundo Paulo Queiroz, o animal era idoso e tinha dificuldades de locomoção.
“Nós acreditamos que foi isso que aconteceu. Ele usando, então, do álcool com as sacarias, ele lançou sobre o animal e colocou fogo. E ela, em razão dessa deficiência, ela não conseguiu sair daquela sacaria que foi jogada em cima dela e o fogo, então, pegou 95% do seu corpo”, relatou.
Homem ateia fogo e mata cachorra comunitária em Passos
A Polícia Civil informou que o delegado responsável pelo flagrante solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
“Além de autuar o rapaz por crimes de maus-tratos e também violência doméstica, ele solicitou ao juiz que decretasse também a prisão preventiva”, disse Paulo Queiroz.
O suspeito deve responder por maus-tratos contra animal com resultado morte e por lesão corporal no contexto de violência doméstica.
“Ele vai responder pelo crime que a gente chama de Lei Sansão. Essa lei veio aumentar a pena de cães e gatos. E além desses crimes de maus-tratos animais, ele vai responder também pela lesão corporal em relação à sua ex-companheira”, concluiu o delegado.
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