Governo do Iêmen faz ataques aéreos contra houthis pela primeira vez após fim de trégua, dizem autoridades


A força aérea do governo do Iêmen bombardeou, neste sábado (25), bases de lançamento de mísseis e drones e depósitos de armas dos houthis em Marib e al-Jawf, no centro-norte do país, segundo duas autoridades militares iemenitas.
➡️Os houthis constituem um grupo aliado ao Irã e controlam o norte e o oeste do Iêmen. São considerados rebeldes por sauditas, americanos e boa parte da comunidade internacional.
Os ataques estão entre as primeiras ofensivas do governo contra os houthis desde o colapso da trégua de quatro anos entre o grupo e a Arábia Saudita.
Em resumo:
A guerra civil no Iêmen começou em 2014, quando os houthis tomaram a capital Sanaa e passaram a controlar parte do país.
Em 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio militarmente para restaurar o governo. O conflito virou um dos maiores desastres humanitários do mundo.
Em abril de 2022, um cessar-fogo mediado pela ONU interrompeu as grandes ofensivas. Embora o acordo formal tenha expirado meses depois, a trégua informal se manteve por cerca de quatro anos — um período de “nem guerra, nem paz”, com linhas de frente congeladas.
A trégua começou a desmoronar neste mês, com voos iranianos para a capital do Iêmen, ataques do governo iemenita/saudita ao aeroporto da cidade, retaliação houthi contra o aeroporto de Abha (Arábia Saudita) e ameaças de bloqueio no Mar Vermelho.
Ataques da Arábia Saudita na sexta-feira
Petróleo bate em US$ 100 com ataque de houthis a navios sauditas
Um membro das forças de segurança Houthi opera uma metralhadora montada na traseira de um caminhão de patrulha enquanto apoiadores Houthi protestam contra as restrições impostas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita às áreas controladas pelos Houthi, que o grupo descreve como um bloqueio, em Sanaa, Iêmen, 17 de julho de 2026
REUTERS/Khaled Abdullah
A Arábia Saudita realizou ataques nesta sexta-feira (24) contra a cidade portuária de Hodeida, no Iêmen.
Os sauditas afirmaram, por meio da TV Al-Arabiya, que atacaram posições militares houthis “ligadas a ameaças à navegação comercial no Mar Vermelho”.
No início da semana, os houthis reivindicaram a autoria de ataques a dois petroleiros da Arábia Saudita, por supostamente violarem um bloqueio naval imposto pelos rebeldes na entrada do Mar Vermelho.
Mídia saudita mostra homens armados patrulhando o Estreito de Bab el-Mandeb
Bloqueio naval
Os houthis controlam o norte e o oeste do Iêmen. Eles anunciaram o bloqueio naval contra a Arábia Saudita em apoio ao Irã após um bombardeio saudita a um aeroporto do país. A medida abriu uma possível nova frente na guerra.
O bloqueio afeta diretamente o estreito de Bab el-Mandeb, conhecido como “Portão das Lágrimas”. A via liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, dando acesso ao Oceano Índico.
Milhões de barris de petróleo saudita passam diariamente pela rota, usada para abastecer mercados da Ásia e da Europa.
O trajeto vinha sendo usado como alternativa ao Estreito de Ormuz, que teve o tráfego praticamente interrompido após o início da guerra.
Segundo a agência Reuters, o Irã mandou militares e armamentos aos houthis neste mês para reforçar o bloqueio a Bab el-Mandeb.
A ação sugere que Teerã busca fortalecer seus aliados houthis na retomada da guerra contra os Estados Unidos e aumentar a capacidade do grupo de ameaçar a navegação no Mar Vermelho.
Rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio de uma das principais rotas de exportação de petróleo
Estreito de Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho, é a maior rota de exportações de petróleo do Oriente Médio depois do Estreito de Ormuz
Arte g1
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