
Incêndio na França e na Espanha.
Reprodução/Jornal Nacional
Moradores da região de Bordeaux, na França, descrevem o cenário provocado pelos incêndios florestais como uma zona de guerra. Aviões lançam água e produtos químicos para tentar reduzir a velocidade das chamas, enquanto bombeiros atuam em operações contínuas em solo.
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O governo regional pediu mais equipamentos, caminhões e apoio internacional para reforçar o combate aos incêndios.
Um mapa divulgado pelas autoridades mostra os focos ativos registrados nas últimas 24 horas. Apesar da chuva que atingiu algumas áreas durante a última noite, o comandante do corpo de bombeiros afirmou que é preciso aproveitar essa janela de oportunidade para intensificar as operações.
A previsão para os próximos dias, porém, é de mais ondas de calor, tempo seco e temperaturas que podem chegar aos 40°C.
Segundo Stefan Doerr, professor da Universidade de Swansea, no País de Gales, as ondas de calor criam condições favoráveis para a propagação dos incêndios. Ele afirma que esse tipo de condição meteorológica, classificada como “risco de fogo”, aumentou mais de 20% em todo o planeta nas últimas quatro décadas.
“O resultado é que um incêndio pode crescer de forma desproporcional, muito mais do que ocorreria, por exemplo, se não tivéssemos uma onda de calor”, afirma.
Na França, o presidente Emmanuel Macron convocou uma série de reuniões de emergência. Autoridades locais dizem que os incêndios continuam fora de controle. Um dos focos está a cerca de 15 quilômetros ao sul de Bordeaux, que possui uma área urbana com mais de 800 mil moradores.
A Espanha também enfrenta o avanço das chamas em áreas a oeste de Madri. Há ainda focos de incêndio na região de Valência, no sudeste do país, onde a previsão é de agravamento da situação por causa do calor e do tempo seco.
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Nesta segunda-feira (27), o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou uma das áreas atingidas e declarou que o país enfrenta “a expressão mais dolorosa da emergência climática”.
Na serra de Sotillo de la Adrada, perto de Madri, o incêndio chegou muito próximo de rodovias, que precisaram ser bloqueadas.
Enquanto as chamas avançam, ficam para trás os sinais da destruição: carros queimados, casas atingidas e uma paisagem agora tomada pelo silêncio.
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