Mãe presa pela morte de menino de 9 anos disse que estava sob efeito de cocaína e ‘passou do ponto’ ao dar tapas e chineladas

Mãe presa pela morte de menino de 9 anos admite que ‘se excedeu’ ao dar tapas e chineladas
A mulher que foi presa nesta quarta-feira (15) pela morte do filho de 9 anos em Belo Horizonte disse que “passou do ponto” ao dar tapas e chineladas na criança. Lauriza Pereira de Brito, de 24 anos, afirmou que estava sob efeito de cocaína e contou ter atingido o abdômen e as costas da criança.
A mulher foi presa após ser levada para prestar depoimento à polícia quase um mês após o menino morrer. O companheiro dela, Deivisson Moreira, de 38 anos, padrasto da vítima, também foi preso por suspeita de envolvimento no crime.
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Artur Pereia Alves foi levado em 23 de agosto para o Hospital Júlia Kubitschek, em BH. De acordo com o prontuário médico e o boletim de ocorrência, o menino chegou ao local muito machucado, com várias fraturas e hematomas pelo corpo.
Inicialmente, a mãe falou que ele tinha caído de uma escada na escola. A equipe médica, no entanto, considerou que os ferimentos não eram compatíveis com queda, e o caso ficou sob investigação.
A mãe e o padrasto da criança foram levados à delegacia com intimação quase um mês depois da morte, e a mãe acabou confessando a agressão.
Versões contraditórias
Segundo a polícia, a agressão ocorreu na casa da família, no bairro Flávio Marques Lisboa, na Região do Barreiro.
O padrasto da vítima negou ter presenciado as agressões, embora a mulher tenha afirmado que ele estava em casa durante o ocorrido.
As contradições nas versões e os relatos de vizinhos e testemunhas levaram a polícia a concluir que ambos podem ter participado do crime, de forma direta ou por omissão.
Intervenção do Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar precisou intervir para acolher os outros dois filhos do casal, diante do risco à integridade física e emocional das crianças.
Lauriza foi levada ao Presídio de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Deivisson, ao Ceresp Gameleira, na capital mineira. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que ainda deve ouvir novas testemunhas e aguarda resultados de exames periciais para concluir o inquérito.
Suspeitas de agressão
Vizinhos relataram ter ouvido gritos de socorro da criança na noite anterior à morte e disseram que o menino era frequentemente agredido.
A médica da UPA Barreiro, que atendeu Arthur, também levantou suspeitas de agressão ao perceber que o quadro clínico não era compatível com a explicação apresentada pela mãe de queda de escada. A vice-diretora da escola confirmou que não houve acidente nas dependências da unidade.
Comportamento anormal
Familiares da vítima contaram que Lauriza apresentou comportamento considerado anormal durante o velório, chegando sorridente ao local, e que o padrasto não compareceu à cerimônia.
Segundo o documento judicial, Lauriza possui antecedentes por tráfico de drogas e histórico de mudança frequente de endereço na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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