
O menino autista de 5 anos que desapareceu no domingo (26) em uma área rural de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (28) pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR). A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública do estado (SESP).
Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, o corpo do menino foi encontrado em um biodigestor que fica a cerca de 70 metros da residência onde a família se encontrava, quando a criança foi vista ela última vez.
O biodigestor é um tanque utilizado em propriedades rurais para o tratamento de resíduos orgânicos por meio da decomposição biológica, que forma um reservatório de líquido e matéria orgânica. Com apoio de um caminhão do proprietário da fazenda, as equipes esvaziaram vários pontos de acúmulo de água na área e acabaram encontrando o corpo do menino no biodigestor.
Após a localização, a equipe da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) realizou perícia no local e encaminhou o corpo para exames de necropsia.

Somente após a conclusão destes exames, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) para avaliar o laudo para determinas as circunstâncias da morte.
Desde o registro do desaparecimento, as equipes de busca vinham vasculhando as proximidades para localizar o menino, numa operação conduzida de maneira integrada e ininterrupta desde o primeiro momento, segundo declaração do secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira.
Entenda o caso
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o menino de 5 anos, com transtorno do espectro autista (TEA), nível 2 de suporte, não verbal, desapareceu na manhã de domingo.
Ele avisou a mãe que iria ao banheiro, que fica na área externa da propriedade rural onde estava com familiares e não foi mais visto.
Assim que notou seu sumiço, a família fez uma busca e, logo em seguida, acionou os bombeiros, que começaram uma operação integrada com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal e voluntários.
De acordo com nota da SESP, foram três dias de buscas utilizando drones com câmera termal, cães de busca, mergulho técnico, aeronaves e equipes especializadas em busca terrestre e aquática. Essas buscas se concentraram em áreas de mata, açudes, tanques e demais pontos da propriedade e do entorno.
De acordo com o delegado da PCPR em Araucária, Gabriel Fontana, responsável pelo caso, o inquérito foi instaurado logo após o registro do desaparecimento e, neste momento, a investigação não aponta indícios de crime.
Segundo ele, a polícia trabalha, inicialmente, com a hipótese de morte acidental. Ainda assim, todas as circunstâncias do caso serão apuradas, diz o delegado, com depoimentos dos pais, familiares e demais pessoas que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
