
As fortes chuvas com rajadas de vento que, em alguns pontos, se aproximaram 100km/h, seguem para a faixa leste do estado de São Paulo, principalmente para o litoral, na tarde desta segunda-feira (22).
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O monitoramento das áreas de instabilidade estão sendo realizados pelo gabinete de crise da Operação SP Sempre Alerta Chuvas, que foi mobilizado, de forma extraordinária, diante da chegada de uma frente fria no território paulista, na madrugada deste domingo (21).
O grupo, do qual fazem parte representantes das concessionárias de energia elétrica, Sabesp, ARSESP, Corpo de Bombeiros, Fundo Social, SP Águas, Departamento de Estradas e Rodoviárias (DER) e Polícia Rodoviária, estão monitorando as condições climáticas do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).
Tradicionalmente, a Operação SP Sempre Alerta Chuvas ocorre entre dezembro e março, que é o período de chuvas fortes no estado. Mas pode ser acionada de forma extraordinária, sempre que os cenários de risco exigirem, como é o caso desta segunda-feira (22).
Com a mobilização, o objetivo é garantir pronta resposta a possíveis ocorrências.
Balanço do estrago
E foram muitas ocorrências desde a madrugada.
De acordo com a tenente Ludmyla Alcântara, da Defesa Civil, foram registrados pelo menos 120 chamados ao Corpo de Bombeiros relacionados às chuvas fortes, envolvendo quedas de árvores, destelhamentos, queda de estruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica, entre outros.
Essas ocorrências deixaram 8 feridos, sem registro de óbitos e desaparecidos.
Os municípios que registraram ocorrências mais graves foram Rancharia, Ourinhos e Santa Fé do Sul, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Marília, Sagres, Santos, Praia Grande e São Paulo.
Em Marabá Paulista, um vendaval com desabamento fez uma vítima; em Dracena, uma queda de árvore sobre veículo deixou duas vítimas, e em Peruíbe, quedas de árvores e colapso de estrutura, somaram cinco vítimas.
Em Campinas, nesta tarde, muitas ruas foram alagadas. Em Nova Odessa, também na tarde desta segunda, rajadas de vento ocasionaram diversas quedas de árvores em vias públicas e sobre fiação elétrica.
Algumas moradias ficaram destelhadas, porém, sem vítima. Pelo menos 3 famílias ficaram desalojadas e foram encaminhadas para casa de parentes.
“Essa instabilidade mais preocupante já passou pela capital, já passou pelo interior do estado e agora segue para a faixa leste, com possibilidade de chuvas fortes e rajadas de ventos nesta região paulista que inclui a faixa litorânea, nesta tarde e até a madrugada. Já na terça-feira, a instabilidade já vai ter perdido a força e teremos apenas queda de temperatura, sem grandes acumulados de chuva”, detalhou a tenente Ludmyla.
Ventos fortes
Ainda de acordo com a Defesa Civil, na capital, os ventos chegaram a 98.2km/h, conforme registrado no Campo de Marte. Também em São Paulo, em Congonhas, os ventos chegaram a 87km/h.
Os fortes ventos também chamaram a atenção em outros municípios, entre eles Bragança Paulista, 99.4km/h; Piracicaba-SP, 95km/h; Avaré, 90km/h; Bauru, 87km/h; Marília, 86.4km/h; Rancharia, 85.7km/h; Presidente Prudente, 82.8km/h; Valparaíso, 82.1km/h, e Barra Bonita, 81.7km/h.
Abaixo dos 80 km/h, mas ainda assim com rajadas de ventos bem fortes, ficaram Ariranha, 76.7km/h; Tupã, 76km/h; Campinas, 74.1km/h; Lins, 72km/h; Arealva, 68.5km/h; José Bonifácio, 64.1km/h; Jales, 61.2km/h, e Pradópolis, 60.8km/h.
Diante do cenário atual, a Defesa Civil alerta à população, principalmente no litoral, nas próximas horas, para que evite áreas de riscos e deslizamento.
Também é importante ter atenção redobrada com objetos soltos que possam ser arremessados pelo vento, com risco de destelhamentos e queda de árvores; cuidados redobrados para o litoral evitando atividades no mar durante a previsão e atenção com quedas de raio na faixa arenosa.
Em caso de emergência, a pessoa deve acionar os telefones 193, do Corpo de Bombeiros, ou o 199, da Defesa Civil.
O gabinete de crise continuará monitorando as condições do tempo e prestando apoio aos municípios afetados.
