Trump diz que combinou encontro com Lula na próxima semana

Donald Trump discursa na ONUReprodução/Youtube

Em discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que combinou um encontro com o presidente Lula (PT) na próxima semana.

“Eu estava entrando, o líder do Brasil estava saindo. Nós nos vimos, ele me viu, eu o vi, e nos demos um abraço. Nós concordamos de nos reunirmos na próxima semana. Não tivemos muito tempo para falar, mas eu fico satisfeito, nós falamos rapidamente, e concordamos em reunir na próxima semana se for do seu interesse. Ele me parece um homem bom, ele gostou de mim, eu gostei dele”, disse.

O republicano é o segundo a discursar. Sua fala vem após a do presidente Lula (PT), que mandou vários recados a ele, com críticas ao protecionismo e às guerras em Gaza e na Ucrânia.

Críticas à ONU

Durante seu discurso, Trump exaltou vários feitos de seu mandato. Ele também ironizou a própria Organização das Nações Unidas que, em sua visão, “cria novos problemas” para o mundo.

Trump começou seu discurso afirmando que “os Estados Unidos se tornaram o melhor país para firmar negócios. Graças à minha gestão, os EUA estão na era de ouro. Somos o país mais ‘sexy’ do mundo”, disse.

Ele prosseguiu sobre os feitos de seu segundo mandato, como a política anti-imigração e a suposta queda nos preços da gasolina e da energia.

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“Estamos rapidamente revertendo a calamidade econômica que herdamos da administração anterior”, afirmou Trump, referindo-se à gestão de Joe Biden.

Críticas à ONU

Em seguida, disse que conseguiu “acabar com sete guerras” ao redor do mundo, e voltou a falar da possibilidade de ganhar um Prêmio Nobel da Paz. Ele ainda ironizou as Nações Unidas, afirmando que ele “faz o seu trabalho”.

“A ONU não só não resolve os problemas que deveria com muita frequência, como também cria novos problemas para nós resolvermos. O melhor exemplo é a principal questão política do nosso tempo: a crise da migração descontrolada”, disse Trump. “A ONU não está nem perto de todo seu potencial”.

Nos Estados Unidos, disse rejeitar “a ideia de que pessoas de qualquer lugar do mundo possam invadir nossas fronteiras e ameaçar nossa segurança social”, acrescentando que “a América pertence ao povo americano, e é preciso proteger seus cidadãos”.

Conflitos no mundo

Quanto à guerra na Faixa de Gaza, Trump disse que o conflito já poderia ter sido resolvido há muito tempo, mas que o Hamas rejeita todas as propostas de negociações. Ele ainda mandou um recado direto ao grupo extremista: “liberte os reféns imediatamente, todos eles, não queremos um ou dois, queremos todos”.

Ele também criticou a onda de países que reconheceram o Estado da Palestina nos últimos dias, como os aliados Reino Unido e França.

“Tem gente reconhecendo o Estado Palestino, seria uma recompensa muito grande para o Hamas…. Apenas libertem os reféns”.

O presidente norte-americano falou do conflito entre Rússia e Ucrânia. Ele disse que pensava que sua relação com Putin e o recente encontro que tiveram poderiam acelerar as negociações para o fim da guerra, “mas infelizmente não foi isso que aconteceu. Numa guerra, nunca se sabe o que pode acontecer”.

O mandatário criticou a tentativa de Moscou de dominar o mercado de petróleo e gás natural e afirmou que se reunirá com líderes europeus durante a Assembleia Geral para discutir o boicote que propôs recentemente.

Críticas à China

Depois, se disse estarrecido após descobrir que “China e Irã são os principais financiadores dessas guerras”, e que pode aplicar sanções econômicas aos países que mantiverem acordos com as duas nações.

O presidente dos EUA também levantou preocupações sobre “armas biológicas”, e insinuou que a China teria criado o coronavírus. Ele defendeu que patógenos criados pelo homem poderiam ser usados como instrumentos de ameaça a outras nações.

*Reportagem em atualização

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