
Megaoperação no Rio provocou recorde de mortes
EPA via BBC
Secretário de Segurança Pública do RJ, Victor Santos afirmou que a megaoperação no Complexo do Alemão e na Penha não conseguiu prender Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca da Penha ou Urso. Doca é uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. Ao menos 120 pessoas morreram na ação policial, a mais letal da história do estado.
“O Doca, nós não conseguimos pegar nesse primeiro momento porque é uma estratégia que eles fazem. Essa liderança, principalmente a liderança do Doca, o que eles fazem? Ele bota os soldados como mais uma barreira para poder facilitar a sua prisão, a gente tem toda essa dificuldade”, afirmou Santos, em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.
O governo do estado oferece recompensa de R$ 100 mil para quem der informações, via Disque-Denúncia, que ajudem a capturá-lo.
De acordo com o secretário, o governo do estado ainda não tem o total de pessoas alvos de mandado de prisão que foram efetivamente presas ou morreram durante a operação desta terça-feira (28). Segundo ele, todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
“A consolidação a gente só vai ter mais tarde porque a quantidade de criminosos neutralizados é grande, precisam ser identificados e precisa ter um processo que não é muito rápido. A primeira fase do reconhecimento é a família pleitear seu parente e ir reconhecer”, afirmou.
Operação policial mais letal do RJ
Nesta quarta-feira (29), o governo do RJ confirmou ao menos 121 mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho.
De acordo com o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, as vítimas são 117 suspeitos e 4 policiais. Foi a operação mais letal da história do estado.
Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, afirmaram ter encontrado pelo menos 74 corpos, que foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29). Curi disse que foram 63 corpos achados na mata.
O governo havia informado em balanço na terça que havia 64 mortos, sendo que 4 eram policiais civis e militares.
Mas, na manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro (PL-RJ) só confirmou oficialmente 58 mortos, sendo que eram 54 criminosos. Ele não esclareceu por que o número do balanço de ontem foi alterado.
Em coletiva, a cúpula da segurança do RJ atualizou os números: 4 policiais e 117 suspeitos mortos.
Moradores afirmam ter encontrado 74 mortos na mata, que foram levados uma praça na Penha. Secretário da Polícia Civil fala em “63 corpos achados na mata”.
Haverá uma perícia para ver se há relação entre essas mortes e a operação.
Curi disse também que foram 113 presos, 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco.
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