Ibovespa fecha em alta e renova topo histórico após ‘aceno pacificador’ de Trump a Lula

O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (23) em forte alta, refletindo tanto o cenário internacional quanto os desdobramentos políticos no palco da Assembleia Geral da ONU. O índice subiu 0,91% renovando sua máxima de fechamento histórica aos 146.424,94 pontos. Durante o dia, chegou a atingir 147.178 pontos, novo recorde intraday, superando a marca anterior de 146.398 registrada na última sexta-feira, 19.

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O movimento do mercado foi impulsionado por declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso e sinalizou a intenção de estreitar o diálogo. Houve abraços e uma breve conversa entre os dois líderes, com a promessa de um encontro oficial na próxima semana. Leia mais aqui. O episódio trouxe alívio aos investidores diante da tensão comercial entre os países.

O volume financeiro totalizou R$ 20,4 bilhões. Analistas apontam que a melhora no humor dos investidores foi diretamente associada ao sinal de distensão política entre Brasil e Estados Unidos, em contraste com o tom duro adotado por Lula em seu discurso contra medidas unilaterais e em defesa da democracia. Veja aqui.

Destaques do pregão

Entre as principais ações, Petrobras avançou acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional: ON subiu 2,64%, a R$ 34,94, enquanto PN ganhou 1,69%, a R$ 31,90. Na direção oposta, Vale recuou 0,57%, cotada a R$ 57,67, refletindo a queda do minério de ferro na China.

Os bancos subiram em bloco, sustentando parte do avanço do índice: Itaú (+1,59%; R$ 39,05), Santander (+1,35%; R$ 29,21) e Banco do Brasil (+2,88%; R$ 22,13). Entre as maiores altas, GPA liderou com valorização de 4,12% (R$ 4,30), seguida por RD Saúde (+3,92%; R$ 18,30) e Localiza (+3,73%; R$ 40,59), impulsionadas pela queda dos juros futuros de longo prazo.

Estreia negativa da MBRF

Na ponta oposta, as ações da MBRF, empresa formada pela fusão entre Marfrig e BRF, registraram forte volatilidade em sua estreia na B3. Após abrirem em alta, os papéis inverteram o sinal e encerraram o dia como a maior queda do Ibovespa, recuando 6,72%, a R$ 19,70. Analistas atribuem a baixa a um ajuste técnico natural após a fusão. Durante o pregão, chegaram a operar em queda de 5,30%, a R$ 20,00.

Além da MBRF, entre as maiores perdas do dia estiveram Braskem PNA (-2,38%; R$ 8,20) e Renner (-2,15%; R$ 15,92), pressionando o índice.

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No radar dos investidores

Com o recorde renovado e o sinal de diálogo entre Trump e Lula, o mercado segue atento ao desenrolar das negociações diplomáticas e às repercussões do discurso do presidente brasileiro na ONU. Investidores também monitoram os próximos indicadores econômicos e os desdobramentos das commodities, que devem continuar influenciando o desempenho de ações de peso no índice.

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