Latrocínio na capital: veja linha do tempo do crime que causou morte de jovem de Sorocaba


Beatriz Munhos morreu após jogar spray de pimenta na direção de um dos criminosos, como mostra a foto a imagem da câmera de segurança da rua
Reprodução/Redes sociais e arquivo pessoal
Uma jovem de 20 anos, de Sorocaba (SP), foi morta durante um assalto na capital paulista no último sábado (1º). A vítima viajou para São Paulo com o pai e o namorado para entregar um drone que havia sido negociado pela internet por R$ 27 mil. Entenda a linha do tempo abaixo.
O g1 organizou os acontecimentos que antecederam o assassinato de Beatriz Sorrilha Munhos, que levou um tiro na cabeça durante a abordagem de dois criminosos que haviam emboscado ela e sua família no bairro Sapopemba, zona leste de São Paulo.
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Segundo o pai de Beatriz, Lucas Munhoz, que trabalha como operador de drones e mantém um canal no YouTube dedicado a vídeos com voos com o equipamento, o drone anunciado para venda é um dos modelos mais avançados do mercado e tem alto custo, porém não estava atendendo suas demandas profissionais e por este motivo estava sendo vendido.
“Não era nem pelo valor da venda, porque não precisava ter vendido o equipamento, não é isso, ele (drone) ia ser inutilizado aqui e a gente viu a oportunidade de agregar em outros benefícios para nossa família”, explicou Lucas.
A partir deste cenário, Lucas pediu a ajuda do genro, namorado de Beatriz, Leonardo Jesus da Silva, para anunciar o drone na internet. Tanto Lucas quanto Leonardo fizeram uma publicação de venda no Facebook, na sexta-feira, dia 31 de outubro. No sábado, pela manhã, Leonardo recebeu uma mensagem via WhatsApp de um possível comprador.
As negociações aconteceram durante a manhã até às 16h, quando o suposto comprador fechou o negócio com a família. Lucas, Leonardo e Beatriz concordaram em entregar o drone para o comprador na capital e saíram de Sorocaba por volta das 17h30.
Eles conversaram com o comprador para fazer a entrega em um local público, próximo a um supermercado, porém o homem disse que não conseguiria ir até o ponto de encontro por estar sem carro e trabalhar por meio de home office. Foi então que se dirigiram para um endereço indicado pelo homem, chegando lá por volta de 20h.
“Eu não conheço São Paulo, então a gente teve a ideia de marcar antes o local, como a gente sempre fez com vendas, mas infelizmente caímos no papo desses criminosos e fomos até essa casa, que nem era dele”, disse Lucas.
Ao chegar no local, o comprador disse que logo desceria para concluir o negócio, pois estava tomando banho e não poderia ir imediatamente. Depois desta mensagem, o homem mandou a foto de uma escadaria, indicando que seria a entrada de sua casa, porém ninguém apareceu no imóvel pelos próximos 20 minutos.
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Enquanto esperavam o comprador, Lucas e Leonardo ficaram fora do carro, enquanto Beatriz e o equipamento estavam dentro do veículo. Segundo Lucas, nesse intervalo de tempo, duas pessoas passaram em uma moto olhando para eles – que o homem acredita serem “olheiros” e terem informado a situação para os criminosos. Pouco tempo depois a dupla de suspeitos chegou, também de moto, e anunciou o assalto.
“Eles abordaram a gente, a gente não reagiu, eu e o Leonardo. Um deles pegou o meu telefone e aí o cara falou: ‘passa o drone’ . O Leo falou: ‘pode levar, pode levar’, e aí ele (Leonardo) foi até o carro buscar o drone para eles. Nisso a minha filhinha tentou partir com o carro, mas o carro ‘morreu’. Foi quando em um ato de bravura ela tentou usar algum spray contra o criminoso”, acrescentou Lucas.
Depois de reagir ao assalto, Beatriz foi baleada na cabeça. A dupla fugiu após o crime. Lucas também contou ao g1 que, depois do disparo, ele e o genro acionaram o resgate, mas Beatriz já estava com poucos sinais de vida. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu.
O corpo de Beatriz foi velado e sepultado na tarde de segunda-feira (3), no Cemitério da Consolação, em Sorocaba. O caso foi registrado como latrocínio, que é roubo seguido de morte, no 69º Distrito Policial de São Paulo.
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Reprodução
Prisão dos suspeitos
A Polícia Civil indiciou por latrocínio o homem de 18 anos que também foi preso na segunda-feira, por suspeita de participar da morte da universitária Beatriz Munhos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (4) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
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Lucas Kauan da Silva Pereira é apontado pela investigação como o piloto da moto usada no crime. Ele foi responsabilizado formalmente pela polícia pelo latrocínio de Beatriz. A defesa de Lucas informou que ele nega ter participado do crime e que estava em liberdade assistida. O homem que efetuou o disparo ainda segue foragido.
O pai de Beatriz também disse que ele e a família enfrentam o luto ao mesmo tempo em que pedem por justiça e contribuem com as investigações da polícia.
“A justiça tem que ser feita, às vezes a gente fica com raiva, quer que a pessoa suma desse planeta, desse plano, mas a justiça tem que ser feita, só que a minha filha não vai ser trazida de volta, infelimente”, finalizou Lucas.
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Polícia Civil/Divulgação
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