
Justiça do AM suspende venda de ingressos para o Festival de Parintins 2026.
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A Justiça do Amazonas determinou, nesta quarta-feira (5/11), a suspensão da venda de ingressos para o Festival de Parintins 2026, após pedido do Ministério Público do Amazonas (MPAM).
A ação, protocolada na terça-feira (4/11), apontou reajustes considerados abusivos nos preços divulgados pela empresa responsável, a Amazon Best Turismo e Eventos Ltda.
A liminar, proferida pela juíza Simone Laurent Arruda da Silva, proíbe a comercialização de ingressos, seja de forma física ou online.
A empresa terá cinco dias para cumprir a decisão e apresentar detalhamento dos critérios econômicos e financeiros que justificaram os reajustes, sob pena de manter a suspensão.
Caso descumpra a ordem, a Amazon Best poderá ser multada em R$ 50 mil por dia, limitada a 30 dias.
O MPAM destacou que os preços da edição de 2026 tiveram aumentos expressivos em relação a 2025. Entre os exemplos:
Passaporte para as três noites: até R$ 4,8 mil;
Setores com reajustes superiores a 200%;
Ingresso avulso por noite: aumento de 82,9%;
Conjunto das três noites: acréscimo de 248,7%;
Em 2025, ingresso mais barato custava R$ 500 e passaporte R$ 1.440; para 2026, os valores seriam R$ 1 mil e R$ 3 mil, respectivamente.
A ação foi assinada pelas promotoras de Justiça Sheyla Andrade dos Santos (81ª Promotoria Especializada na Defesa do Consumidor – Prodecon) e Marina Campos Maciel (3ª Promotoria de Parintins).
O MPAM afirmou que os consumidores estavam expostos a práticas que poderiam configurar abuso, já que os reajustes foram aplicados sem justificativa prévia.
A promotora Sheyla Andrade se reuniu com representantes da Amazon Best na sede do MP e explicou que uma nova reunião está marcada para amanhã (6), às 10h, buscando conciliação para o desfecho do processo. A reunião também contou com a participação do PROCON-AM.
