Por tradição chinesa, corpo de arquiteto morto em queda de avião no Pantanal só será periciado com presença da família


Kongjian Yu morreu em queda de avião no Pantanal
Arquivo pessoal; Polícia Civil-MS
Os corpos das quatro vítimas da queda de um avião de pequeno porte, na noite de terça-feira (23), na fazenda Barra Mansa, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, chegaram ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IML) de Aquidauana nesta quarta-feira (24).
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Três deles passarão por perícia para identificação formal ainda hoje. São os corpos do documentarista Luiz Fernando Cunha, do diretor de cinema Rubens Crispim Junior e do piloto e proprietário da aeronave, Marcelo Pereira de Barros.
O arquiteto chinês Kongjian Yu, o documentarista Luiz Ferraz, o diretor de fotografia Rubens Crispim Jr. e o piloto Marcelo Pereira de Barros morreram na queda de um avião em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul
Montagem/g1
Já o corpo do arquiteto paisagista chinês Kongjian Yu não será periciado neste momento. De acordo com as autoridades, por causa de uma tradição cultural da China, o procedimento só pode ser feito com a presença da família. Os parentes devem vir ao Brasil para acompanhar a liberação.
A operação de resgate durou cerca de nove horas. O acesso difícil e as condições do terreno dificultaram o trabalho das equipes.
Queda aconteceu próximo a pista de pouso
Conforme informado por trabalhadores da fazenda ao Corpo de Bombeiros, o avião precisou arremeter após uma manada de queixadas — porcos-do-mato — invadir a pista. A hipótese que precedeu a queda é investigada.
Durante a manobra para evitar os animais, a aeronave perdeu altitude e caiu a cerca de 100 metros da cabeceira da pista. Os trabalhadores da fazenda viram a coluna de fumaça e usaram um trator e um caminhão-pipa para tentar conter o fogo. O avião explodiu ao atingir o solo, e os corpos foram carbonizados.
Modelo da aeronave
A aeronave era um Cessna 175, fabricado em 1958, com matrícula PT-BAN. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião estava autorizado a voar apenas sob regras visuais e durante o dia.
O modelo Cessna 175 não possui instrumentos especiais para voar à noite ou em situações de mau tempo, exigindo que o piloto enxergue o trajeto com a ajuda do próprio horizonte e de pontos de referência no solo.
A aeronave tinha operação negada para táxi aéreo e estava registrada no nome do piloto Marcelo Pereira de Barros, que está entre os mortos na queda.
Infográfico: veja como é o avião que caiu em MS
Arte g1
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