Piauí não faz transplantes de coração há quase 20 anos; veja quem precisa e como é feito


Setembro Vermelho: especialista alerta para cuidados com o coração
Transplantes de coração não são feitos no Piauí há quase 20 anos, segundo a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Lourdes Veras. Entre 2001 e 2007, 17 procedimentos foram realizados em um hospital particular de Teresina.
Anne-Marie Garnero, filha da modelo piauiense Schynaider Moura, morreu no domingo (21), aos 16 anos, após uma parada cardíaca. Ela fez um transplante de coração em 2022, em São Paulo (SP).
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❤️‍🩹 O transplante envolve a troca de um coração doente por outro saudável. Ele é indicado quando remédios e outros tratamentos não funcionam mais.
De acordo com Lourdes Veras, o hospital particular em que os procedimentos foram feitos era conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Desde que o convênio foi encerrado, em 2007, nenhum outro hospital do estado ofereceu a cirurgia.
Entre 2024 e 2025, dez piauienses foram enviados para fazer transplantes de coração em outros estados. Nove foram para São Paulo e uma seria levada para Fortaleza (CE), mas morreu antes da cirurgia.
“Geralmente os pacientes que precisam de transplante cardíaco estão em terapia intensiva, em situação grave. Se for rim ou córnea dá para esperar, tem outros tratamentos. Mas o coração é mais urgente”, explica a coordenadora.
A fila de espera do SUS por um “novo coração” considera a ordem de cadastro, gravidade do paciente, tipo sanguíneo, tamanho do corpo e distância entre o hospital e o doador.
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Como é feita a cirurgia?
Veja o infográfico abaixo:
Veja as etapas do transplante de coração
Arte/g1
Riscos e cuidados do transplante
O médico cardiologista Fernando Giordano alerta que, apesar de salvar vidas, o transplante de coração tem riscos importantes.
“O principal deles é a rejeição do órgão, além de infecções relacionadas ao uso de imunossupressores e complicações da própria cirurgia”, elenca o médico.
Antes da cirurgia, o paciente precisa controlar a insuficiência cardíaca, manter as vacinas em dia e tratar infecções, segundo o cardiologista.
Após o transplante, o paciente deve tomar imunossupressores — para reduzir o risco de rejeição —, fazer exames e consultas regulares, manter alimentação saudável e praticar exercícios com orientação médica.
“Vale lembrar que o transplantado continua sendo um paciente cardiopata. Isso significa que ele precisa de acompanhamento por toda a vida e do uso contínuo de medicamentos para manter o sucesso do transplante”, completa o cardiologista.
Morte de Anne-Marie
Anne-Marie Garnero, filha de Schynaider Moura, morreu aos 16 anos após uma parada cardíaca, em São Paulo.
Ela passou por um transplante de coração em 2022, aos 13 anos, para tratar cardiomiopatia dilatada — doença que aumenta o tamanho do coração e enfraquece sua contração.
👉 Essa condição dificulta o bombeamento do sangue e pode causar cansaço, falta de ar e insuficiência cardíaca.
A jovem foi velada e sepultada na terça-feira (23), em um cemitério de São Paulo.
Transplante de coração
Divulgação/HU-UFMA
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